Verba contra enchentes encolhe e execução não chega a 1% no governo Lula
Prevenção de desastres climáticos tem execução de apenas 0,56% do orçamento mesmo durante o período de chuvas intensas
No auge da temporada de chuvas, o governo Lula praticamente não tirou do papel o dinheiro destinado a evitar tragédias climáticas. Dos quase R$ 2 bilhões reservados para prevenção e gestão de desastres em 2026, apenas cerca de R$ 11 milhões haviam sido pagos até 23 de fevereiro, o equivalente a 0,56% do total. Isso significa que mais de 99% do orçamento autorizado para obras e ações preventivas ainda não foi efetivamente utilizado.
Além da baixa execução, o recurso destinado ao programa federal de Gestão de Riscos e de Desastres é menor do que o do ano passado. O valor autorizado para este ano é de R$ 1,96 bilhão, uma redução real de 23,9% em relação ao ano anterior. Os recursos financiam ações estruturais de prevenção, como drenagem urbana, contenção de encostas, planejamento de áreas de risco e medidas de adaptação às mudanças climáticas. O programa é coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
No ano passado, o governo também não executou integralmente o orçamento disponível. Foram pagos 49,4% dos recursos previstos para prevenção e resposta a desastres climáticos, percentual semelhante ao registrado em 2023. A baixa execução se repete no Cemaden, centro responsável por monitorar riscos e emitir alertas antecipados. Dos R$ 19,2 milhões reservados ao órgão em 2026, apenas R$ 31 mil haviam sido pagos até este mês. O levantamento é do Instituto Teotônio Vilela, braço de formação política do PSDB.
Tragédia em MG
Minas Gerais enfrenta, neste momento, fortes impactos das chuvas na região da Zona da Mata, especialmente nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. As precipitações intensas provocaram enchentes, deslizamentos e danos significativos à infraestrutura urbana. O número de mortos já chega a dezenas, com pelo mais de 21 pessoas desaparecidas. As buscas continuam em ao menos oito áreas dos dois municípios.
Em Juiz de Fora, cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas e outras 400 desalojadas. Em Ubá, há mais 26 desabrigados e 178 desalojados, segundo autoridades locais.Bairros ficaram isolados após o transbordamento de rios e a interdição de vias. Equipes de resgate atuam em áreas de difícil acesso devido ao acúmulo de lama e escombros.
As chuvas ocorreram após semanas de precipitação acima da média, aumentando o risco de novos deslizamentos. Municípios afetados decretaram situação de calamidade pública e mantêm o monitoramento do nível dos rios diante da previsão de novas instabilidades climáticas.
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Comentários (1)
Rosa
26.02.2026 15:01Governo que só se preocupa com pobre...... disgusting!