Flávio Bolsonaro propõe fim da reeleição presidencial
Senador tem 14 dos 27 votos necessários para protocolar PEC; texto impede candidatura de quem ocupar a Presidência nos seis meses anteriores ao pleito
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deu início à coleta de assinaturas para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extinguiria a possibilidade de reeleição para o cargo de presidente.
Até a data da publicação desta reportagem, o parlamentar havia conquistado 14 dos 27 votos exigidos para o protocolo formal do texto no Senado.
A proposta também vedaria a candidatura de quem vier a suceder ou a substituir o presidente nos seis meses que antecedem a eleição. A reeleição para governadores e prefeitos, por sua vez, permaneceria intacta.
A defesa da PEC
Após reunião com deputados e senadores do PL, Flávio Bolsonaro defendeu publicamente a iniciativa. “Escolhi apresentar uma proposta de emenda à Constituição para confirmar aquilo que eu já havia dito: que o presidente da República deve ter apenas um mandato”, declarou o senador. “Estou fazendo um gesto público, um projeto de emenda à Constituição pelo fim da reeleição para a Presidência da República”.
O senador argumentou que a reeleição consecutiva “enfraquece a independência decisória do governante” e gera “um estado permanente de eleição, no qual a governabilidade se confunde com a viabilidade eleitoral”. No mesmo encontro, pediu maior engajamento da bancada do PL no Congresso e nos estados, afirmando que o grupo está “consciente” do objetivo de “resgatar o Brasil”.
Contra, se não for meu pai
A movimentação é lida no meio político como parte de uma estratégia de Flávio Bolsonaro para angariar apoio de setores do centro, incluindo parlamentares que possam ter pretensões eleitorais em 2030. A PEC, ao inviabilizar a reeleição, abriria espaço no tabuleiro político para novos candidatos naquele ciclo.
Em 2018, o então candidato Jair Bolsonaro, pai do senador, defendeu o fim da reeleição presidencial durante a campanha que o levou ao Palácio do Planalto. Uma vez no poder, disputou um segundo mandato em 2022, sendo derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Comentários (1)
Agora vai ressuscitar as boas propostas q depois de eleitos, os políticos engavetam! O pai dele também veio com esse papo... Continuam se reelegendo!