Ministério da Saúde nega desperdício em descarte milionário de vacinas
Pasta diz que "não cabe falar em desperdício diante do ressarcimento aos cofres públicos e cumprimento de regras sanitárias"
O Ministério da Saúde afirmou que não houve desperdício no descarte de vacinas, medicamentos e insumos do SUS estimado em cerca de R$ 108 milhões. A manifestação ocorre após o senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmar que os produtos teriam sido “jogados no lixo”. Ao comentar o caso, o parlamentar questionou a destinação dos recursos públicos e classificou o episódio como um prejuízo elevado ao país. “São R$ 108 milhões jogados no lixo”, disse.
Em nota enviada a O Antagonista, a pasta sustenta que os itens foram eliminados por razões técnicas e sanitárias, dentro das normas vigentes, e que parte dos valores foi ressarcida aos cofres públicos.
“Não cabe falar em desperdício diante do ressarcimento aos cofres públicos e cumprimento de regras sanitárias. A incineração das vacinas contra a dengue e dos diluentes da tríplice viral dentro do prazo de validade ocorreu por não conformidade técnica dos produtos. Já os medicamentos judicializados, após devolução pelas pacientes ou justiça, foram descartados uma vez que o retorno ao estoque é proibido“, ressalta.
Também foram incinerados imunizantes considerados inadequados para uso por problemas técnicos. A pasta afirmou ainda que o volume de destruição vem sendo reduzido e que há metas pactuadas com órgãos de controle. “No ano passado, a taxa de incineração foi reduzida para 1,48% do estoque e deve atingir a meta de 1% em 2026, conforme pactuado junto aos órgãos de controle”.
O ministério também listou medidas adotadas para aprimorar a logística e o controle de estoques no sistema público de saúde. “Atendendo às recomendações dos órgãos de controle, foram adotadas medidas que consolidam um marco de transparência e eficiência na logística do SUS, como modernização digital, criação de uma Sala de Situação, monitoramento contínuo, compras com entregas flexíveis e uso de modelos preditivos”, concluiu.
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