Como uma ordenha rotativa dobrou a produção de leite sem gastar mais terra
Uma fazenda brasileira instalou o primeiro carrossel de ordenha rotatória exclusivo para vacas Girolando 1/2 sangue
Uma fazenda brasileira instalou o primeiro carrossel de ordenha rotatória exclusivo para vacas Girolando 1/2 sangue, unindo automação, conforto animal, escala produtiva e uso racional de recursos.
A tecnologia permite ordenhar mais vacas com menos mão de obra, aumentar a produção por área e organizar melhor dados de alimentação, saúde e reprodução do rebanho.
O que é o carrossel de ordenha para vacas Girolando?
O sistema é uma sala de ordenha rotatória com 40 posições, em que as vacas sobem na plataforma, giram lentamente, são ordenhadas e se alimentam ao mesmo tempo. A estrutura ordenha cerca de 200 vacas por hora, com três funcionários na linha e um operador no manejo do gado.
O fluxo é contínuo: as vacas entram, têm o equipamento acoplado, liberam o leite e saem pela outra extremidade, sem filas longas. O formato circular reduz paradas, facilita a rotina, permite visualizar o conjunto da ordenha e padroniza o tempo dedicado a cada animal.

Como o sistema melhora o bem-estar e reduz o estresse das vacas?
As vacas ficam lado a lado, voltadas para o cocho, focadas na alimentação e acompanhando um movimento previsível. Essa dinâmica diminui distrações, empurrões e ruídos excessivos, o que contribui para uma ordenha mais calma e regular ao longo do dia.
O ambiente inclui piso adequado, acesso amplo e manejo com mínima pressão, favorecendo que o animal se acostume e entre espontaneamente no carrossel. A docilidade típica do Girolando ajuda o conjunto a funcionar com menos contenção e menor risco de acidentes.
Por que esse carrossel é considerado uma tecnologia pioneira?
Além de ser o primeiro modelo rotatório dedicado a Girolando 1/2 sangue, o grande diferencial está na nutrição de precisão. O concentrado é liberado automaticamente para cada vaca, com base na produção individual dos últimos sete dias, o que conecta dados de desempenho à alimentação diária.
Esse sistema depende de alguns pontos-chave, que tornam o manejo mais eficiente e reduzem desperdícios:
- Identificação individual: cada vaca é reconhecida por chip ao entrar no carrossel.
- Histórico recente: o software usa a média de produção dos últimos 7 dias.
- Dosagem automática: o concentrado é liberado sem intervenção manual.
- Uso racional: mais ração para vacas mais produtivas, menos para as de menor resposta.
Como funciona o manejo automatizado após a ordenha?
Ao deixar o carrossel, as vacas passam por um portão de separação automatizado, também controlado por computador. Com base nas informações do chip, o sistema direciona automaticamente animais que precisam de inseminação, tratamento, avaliação ou qualquer manejo específico.
Isso reduz o tempo gasto para separar vacas manualmente dentro do lote, tornando o trabalho mais técnico e menos braçal. A equipe passa a atuar como operadora de tecnologia, com foco em leitura de dados, bem-estar animal e tomada de decisões rápidas no pós-ordenha.
Confira como funciona a ordenha no canal Brasil Rural:
Quais são os impactos em produtividade e sustentabilidade na fazenda?
Com pastejo rotacionado, as vacas produzem em média 20 a 22 kg de leite por dia, com lotação em torno de 15 vacas por hectare. A ordenha rotatória permitiu praticamente dobrar a produção na mesma área, diluindo custos fixos e fortalecendo parcerias com laticínios.
Os dejetos da ordenha são reaproveitados em sistemas de irrigação e adubação de pastagens, fechando ciclos de nutrientes e reduzindo a necessidade de fertilizantes externos.
Ao mesmo tempo, a modernização atrai trabalhadores mais qualificados, interessados em um ambiente rural com tecnologia, dados e melhores condições de trabalho.
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