Hezbollah rejeita plano de desarmamento proposto pelo governo libanês
Grupo terrorista afirma que decisão do Líbano de concentrar todos os grupos armados sob o Estado serve aos interesses de Israel
O grupo terrorista Hezbollah rejeitou nesta terça-feira, 17, o prazo de quatro meses concedido pelo governo libanês ao exército para avançar no desarmamento dos grupos armados no sul do país.
O secretário-geral, Naim Qassem, afirmou que a decisão do Líbano de concentrar todos os grupos armados sob o Estado serve aos interesses de Israel.
Em agosto do ano passado, o exército libanês começou a desenhar um plano para colocar o armamento de todos os grupos armados sob controle estatal. No mês passado, houve o anúncio do término da primeira fase do plano, que abrange a área entre o rio Litani e a fronteira israelense, cerca de 30 quilômetros ao sul.
O chefe do exército, Rodolphe Haykal, estimou que as forças precisarão de até oito meses para finalizar a segunda fase do plano de desarmamento, que se estenderia entre os rios Litani e Awali, aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Beirute.
Israel
Israel reforça que desarmamento do Hezbollah é prioridade de segurança nacional.
As autoridades do país afirmam que as armas do grupo, fora do controle do Estado libanês, representam uma ameaça direta.
O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, firmado em novembro de 2024 após treze meses de combates que deixaram mais de 3.800 mortos, previa a retirada das forças do Hezbollah para o norte do rio Litani e a saída das tropas israelenses do sul do Líbano.
No entanto, Israel mantém cinco posições em território libanês e realiza ataques quase diários contra o que classifica como infraestrutura militar do Hezbollah.
As autoridades israelenses defendem que qualquer plano de desarmamento deve ser implementado de forma plena e eficaz, especialmente nas áreas de fronteira.
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