Você é o único responsável pela sua senioridade e carreira
A percepção de que cada profissional é o principal responsável pela própria carreira vem ganhando força no mercado de trabalho brasileiro
A percepção de que cada profissional é o principal responsável pela própria carreira vem ganhando força no mercado de trabalho brasileiro.
Em um cenário de mudanças rápidas, novas tecnologias e modelos flexíveis, depender apenas da empresa ou do chefe já não acompanha a realidade atual.
O que significa ser responsável pela própria carreira?
Ser responsável pela própria carreira não é agir sozinho nem ignorar as organizações. Significa assumir que decisões sobre competências, caminhos e transições não podem ser terceirizadas, ainda que planos de desenvolvimento e mentorias sejam importantes apoios.
Na prática, isso envolve três frentes: autoconhecimento profissional, planejamento e ação. É identificar pontos fortes e limites, definir metas flexíveis e buscar cursos, projetos, experiências e contatos que sustentem o desenvolvimento, ajustando o rumo sempre que necessário.

Por que o protagonismo profissional é indispensável hoje?
O mercado de trabalho é marcado por transformações tecnológicas aceleradas, exigência de qualificação contínua e maior competição. Depender exclusivamente da empresa para atualizar conhecimentos ou oferecer promoções limita o crescimento e reduz a adaptabilidade.
Assumir o protagonismo fortalece a empregabilidade, entendida como a capacidade de se manter relevante e atrativo para diferentes organizações e projetos.
Quem acompanha tendências, aprende continuamente e se posiciona com clareza tende a lidar melhor com crises, reestruturações e mudanças de área.
Como assumir a responsabilidade pela sua carreira na prática?
Transformar o discurso em prática exige um plano simples, revisado com frequência. Ele orienta decisões diárias sem engessar a trajetória e ajuda a priorizar o que realmente contribui para os objetivos profissionais de curto, médio e longo prazo.
Um plano pessoal de carreira pode ser estruturado em etapas objetivas, que facilitam o acompanhamento do progresso e a identificação rápida de ajustes necessários:
- Definir objetivos: onde você quer chegar em 1, 3 e 5 anos.
- Mapear competências: listar habilidades técnicas e comportamentais atuais.
- Identificar lacunas: reconhecer o que falta para atingir as metas.
- Planejar o desenvolvimento: cursos, projetos, certificações e vivências.
- Revisar resultados: acompanhar avanços e atualizar o plano periodicamente.

Qual é o papel da empresa na sua trajetória profissional?
Mesmo quando o indivíduo assume o protagonismo, a empresa segue relevante como espaço de aprendizado e experimentação. Projetos estratégicos, mudanças de área e programas internos podem acelerar o crescimento, desde que o profissional busque e aproveite essas oportunidades.
Feedbacks estruturados, treinamentos e participação em comitês ampliam a visibilidade e desenvolvem competências críticas. A decisão de usar esses recursos, porém, é pessoal: a organização apoia, mas não substitui a responsabilidade individual pelo desenvolvimento.
Mario Sergio Cortella discutiu sobre como ser o melhor profissional do mundo:
Como manter a carreira em evolução constante?
Manter a carreira em movimento exige aprendizado ao longo da vida, não apenas em fases formais como graduação. Cursos rápidos, especializações, leituras, eventos, mentorias e experiências práticas formam um mosaico contínuo de atualização.
Revisar prioridades, adaptar metas e cultivar uma rede de contatos sólida são atitudes essenciais. Assim, o profissional amplia possibilidades, reage melhor a mudanças externas e transforma responsabilidade pessoal em estratégia concreta para uma trajetória consistente e sustentável.
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