Janja diz que não desfilou para “evitar perseguições”
Escola Acadêmicos de Niterói fez um desfile eleitoreiro para Lula; caso vai parar no Tribunal Superior Eleitoral
A primeira-dama Janja afirmou por meio de nota encaminhada à Folha de S. Paulo que não desfilou na Marquês de Sapucaí para “evitar perseguições”. A Acadêmicos de Niterói realizou na noite deste domingo uma apresentação eleitoreira em homenagem ao presidente Lula.
“Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”, declarou a primeira-dama.
Janja foi alertada por integrantes do Palácio do Planalto sobre as implicações jurídicas de sua participação no desfile. Mesmo assim, a primeira-dama cogitava participar da apresentação. O desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula contou com patrocínio da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). De forma inédita, o órgão patrocinou as 12 escolas da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). A Acadêmicos recebeu 1 milhão de reais.
A homenagem a Lula na Sapucaí
A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem direta a Lula.
Estreante na elite do samba carioca após vencer a Série Ouro, a escola levou à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que reconstrói a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
A escola apostou em símbolos associados ao universo político do presidente. Uma das alas mais comentadas trouxe fantasias predominantemente vermelhas com estrelas brancas ao centro, referência direta ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O desfile também incluiu alegorias de forte carga satírica. Em um dos carros, um boneco gigante do palhaço Bozo apareceu caracterizado como presidiário, atrás de grades e usando tornozeleira eletrônica.
A representação foi interpretada como crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
ROGERIO ADAM DE OLIVEIRA
16.02.2026 17:25Canja não desfilou porque não sabe sambar. É muito tosca no samba, mas dizem as mas linguas que só agradava bna cama nos tempos de cabare.
Angelo Sanchez
16.02.2026 12:51Faltou nesta "escola de samba" uma personagem, a Dona Canja, fantasiada de galinha, num carro alegorico mostrando um enorme galinheiro, em homenagem ao alimento que ainda é considerado acessível à classe mais vulnerável e pobre que recebe todos as "bolsas" escola, familia, gaz, etc., acho que a falta deste detalhe vai tirar pontos da "escola".