Venezuela anuncia libertação de mais 17 presos políticos
Decisão é divulgada enquanto avança discussão no Parlamento sobre lei de anistia geral
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez (foto), anunciou na madrugada deste sábado, 14, a libertação de 17 presos políticos detidos na Zona 7, centro de detenção da Polícia Nacional em Caracas.
A medida ocorre enquanto o Parlamento discute um projeto de lei de anistia geral.
“De acordo com a Lei de Anistia, 17 pessoas privadas de liberdade na Zona 7 estão sendo libertadas”, escreveu Rodríguez nas redes sociais, sem divulgar os nomes.
Ele acrescentou: “Vamos continuar neste caminho de paz para a construção da convivência democrática entre irmãos”.
A proposta de anistia foi apresentada em 30 de janeiro pela presidente interina, Delcy Rodríguez, e, em tese, poderá abranger os 27 anos de chavismo no poder.
A votação foi adiada para a próxima semana após divergências sobre o alcance da medida e o papel do Judiciário na sua aplicação.
Oposição nas ruas
Na última quinta-feira, 12, milhares de venezuelanos ocuparam as ruas de Caracas em protesto organizado pelo movimento estudantil. A manifestação acontece pouco mais de um mês após a deposição de Nicolás Maduro em operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
O ato, realizado no Dia Internacional da Juventude, concentrou-se na Universidade Central da Venezuela (UCV). Participantes carregavam faixas e bandeiras nacionais. “Não temos medo!”, gritavam os presentes.
A mobilização faz parte de ações que acontecem em pelo menos 17 estados do país. Em Bolívar, Mérida, Táchira e Carabobo, universitários também saíram às ruas com pautas semelhantes.
“Anistia já!”
A principal reivindicação dos manifestantes é a libertação imediata de todos os presos políticos. Na entrada da UCV, uma faixa exibia a palavra de ordem “Anistia já!”. O coro “Nem um, nem dois, que todos sejam soltos!” ecoava entre os participantes.
A ONG Foro Penal registra mais de 600 detidos políticos à espera de libertação. O processo de indultos começou em 8 de janeiro, mas ainda não contemplou todos os casos.
María Corina Machado, líder oposicionista e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, manifestou apoio ao movimento.
“A VENEZUELA SERÁ LIVRE! Viva os nossos estudantes!”, escreveu no X, acompanhada de vídeo do protesto. Muitos manifestantes vestiam camisas brancas, cor adotada pela oposição.
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Comentários (2)
Libertação à conta-gotas, como fez o Hamas...
Marian
14.02.2026 09:39Esses tiranos aprisionam não só pessoas, aprisionam países e não é por um ideal. É pura ganância, roubam não só a liberdade e o dinheiro do povo, roubam o futuro.