Golpe do falso entregador que pede código de confirmação: como funciona e como se proteger
Se pediram código, é sinal de alerta
Você faz um pedido no app, acompanha o trajeto e, quando parece que está tudo certo, chega uma ligação ou mensagem do “entregador” pedindo um código de confirmação para concluir a entrega. Soa normal, quase automático. Só que é exatamente nesse ponto que começa o golpe do falso entregador, uma fraude que tem causado invasão de contas, compras indevidas e até tentativas de crédito no nome da vítima.
O que é o golpe do falso entregador que pede código de confirmação?
Esse golpe se apoia em um hábito comum: a gente recebe códigos por SMS o tempo todo e, no automático, acredita que faz parte do processo. O criminoso se apresenta como entregador, cria um motivo urgente e pede que você informe o código que acabou de chegar no seu celular.
O problema é que esse número não é “da entrega”. Na maioria das vezes, ele é um código de verificação usado para login, troca de senha ou validação de conta. Ou seja, quando você passa o código, você abre a porta para a invasão de conta.

Como o golpe acontece na prática e por que parece tão convincente?
O roteiro é curto e costuma acontecer quando você está com pressa, distraído ou ansioso para receber. O golpista aproveita o timing, porque é quando a pessoa tende a aceitar qualquer “procedimento” sem questionar. A abordagem pode vir por ligação, WhatsApp ou SMS, sempre tentando tirar você do ambiente oficial do aplicativo.
Em geral, o criminoso diz que houve “erro no sistema”, “problema no cadastro” ou “travou a confirmação”. O objetivo é só um: fazer você ditar o código que chegou por mensagem. Esse código costuma estar ligado à autenticação em dois fatores ou à redefinição de acesso, e é o que falta para o invasor entrar e tomar controle do perfil.
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Por que o código de verificação é a chave do golpe?
O código por SMS existe para provar que quem está acessando a conta tem o celular em mãos. É uma camada de segurança criada para impedir fraudes. Só que, quando você compartilha esse número, você mesmo confirma a entrada do criminoso. Em poucos minutos, ele pode tentar trocar senha, e-mail e telefone para “trancar” você do lado de fora.
Depois disso, o golpe costuma escalar para compras indevidas, cadastro de formas de pagamento e tentativas de uso dos seus dados em outros serviços conectados. Por isso, o aviso “não compartilhe” não é detalhe: é a trava que impede a porta de abrir.

Quais sinais mostram que é golpe e não procedimento do aplicativo?
A regra mais simples é: entregador não precisa do seu código. Confirmação de entrega acontece dentro do app, e qualquer validação deve ocorrer na interface oficial, sem você ditar nada por telefone. Quando alguém tenta te apressar, te confundir e te tirar do aplicativo, o risco sobe muito.
Desconfie especialmente quando houver insistência, urgência, ameaça de cancelamento, justificativas genéricas como “erro no sistema” e pressão para agir “agora”. Esse conjunto de pressa e confusão é o que faz muita gente cair no impulso.
O que fazer se você já passou o código e como reduzir o prejuízo?
Se você informou o código, aja como se a conta já estivesse comprometida. A prioridade é recuperar o controle antes que o golpista altere seus dados e finalize compras. Entre no aplicativo imediatamente, troque a senha e revise e-mail e telefone cadastrados. Se houver opção de encerrar sessões ativas, use. Também vale checar histórico de pedidos e formas de pagamento para remover qualquer cartão desconhecido.
Na sequência, procure o suporte oficial do aplicativo dentro do próprio app e registre o ocorrido. Se perceber movimentação financeira ou risco de débito, avise o banco pelos canais oficiais. Velocidade é o que separa um susto de um prejuízo grande, porque esse golpe depende de poucos minutos de vantagem.
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