Ex-goleiro Bruno revela detalhes inéditos sobre Eliza Samudio durante entrevista
O ex-goleiro Bruno, condenado na década de 2010 pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, voltou a comentar o caso em detalhes.
O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado na década de 2010 pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, voltou a comentar o caso em detalhes durante participação no Geral Podcast, nesta semana.
A entrevista reacendeu debates sobre sua responsabilidade no crime, que chocou o Brasil há 15 anos e segue envolta em controvérsias.
Bruno nega ter sido mandante, mas admite omissão
Em sua fala, Bruno afirmou categoricamente que não foi o mandante da morte de Eliza Samudio, apesar de reconhecer que tinha plena consciência do que poderia ocorrer.
Segundo ele, a ruptura no diálogo com Eliza e a presença de terceiros — especialmente Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão — foram fatores determinantes na escalada da tragédia.
“A situação que aconteceu, eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei”, disse o ex-atleta, tentando distanciar-se da acusação de ter ordenado o crime.
Bruno destacou ainda que seu erro foi a omissão, frase que rapidamente se tornou um dos trechos mais citados da entrevista. “Isso faz de mim uma pessoa inocente?
Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada”, afirmou.
Facção criminosa e falta de detalhes
Um dos pontos mais polêmicos do podcast foi a declaração do ex-goleiro Bruno de que o caso envolveria “uma facção criminosa”, embora ele não tenha apresentado provas ou detalhes concretos sobre esse suposto envolvimento.
A alegação gerou críticas e dúvidas entre especialistas e internautas, que consideram a afirmação vaga e sem embasamento público.
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Relação do ex-goleiro Bruno com o filho Bruninho e a controvérsia da pensão
O ex-goleiro Bruno também falou sobre a relação com o filho — Bruninho Samudio — e disse que sua maior preocupação hoje é explicar a verdade dos fatos ao adolescente.
“Espero que, no momento oportuno, ele me dê uma oportunidade para eu falar o que eu tenho que falar”, declarou.
No entanto, essa narrativa foi contestada recentemente: Bruninho teria tentado abrir mão da pensão que recebe do pai em troca de informações sobre os restos mortais de sua mãe, Eliza.
A proposta, segundo relatos divulgados em janeiro, não se concretizou, e o encontro não ocorreu.
Contexto jurídico e repercussão caso do ex-goleiro Bruno
Enquanto o ex-goleiro Bruno tenta reescrever sua versão do caso, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu recentemente a revogação da liberdade condicional concedida ao ex-goleiro, argumentando irregularidades no cumprimento das condições impostas. Caso a Justiça aceite o pedido, Bruno poderá retornar ao sistema prisional.
Esse pedido trouxe novamente à tona a discussão sobre como o sistema judiciário brasileiro lida com casos de violência contra mulheres e os efeitos duradouros desses crimes na sociedade.
Desdobramentos do caso do ex-goleiro Bruno
A participação do ex-goleiro Bruno no podcast reacende uma história que marcou o Brasil e continua a gerar repercussões jurídicas, sociais e emocionais.
A tentativa de Bruno de distanciar-se das acusações e afirmar que apenas foi omisso não encerra o debate — pelo contrário, amplia a discussão sobre responsabilidade, justiça e memória da vítima em um dos casos mais emblemáticos de violência de gênero no país.
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