Cheiro forte de cloro na piscina não é limpeza e sim perigo
Cloraminas se formam quando cloro reage errado e causam intoxicação respiratória grave
Um simples mergulho na piscina pode esconder uma história bem mais séria do que muita gente imagina. O caso recente de intoxicação por cloro em uma academia na zona leste de São Paulo, em 2026, reacendeu o alerta para um perigo químico que já apareceu em diversos noticiários pelo mundo.
Como o vídeo aborda os perigos reais do cloro em piscinas?
O canal Manual do Mundo, com 20 milhões de inscritos, explica detalhadamente os riscos químicos envolvidos no uso inadequado de cloro e como evitar acidentes graves em ambientes aquáticos.
O episódio envolvendo Juliana Baceto, o marido dela e um adolescente, todos intoxicados durante uma aula de natação, mostrou que o problema não é isolado. Eles relataram cheiro forte, mal-estar e, em poucos minutos, a situação evoluiu para internação grave e morte.
Casos parecidos já foram registrados em Campinas, no Ceará, no Canadá e na França, sempre com o mesmo cenário: pessoas em piscinas, cheiro estranho no ar e um rastro de atendimentos de emergência causados pelo uso inadequado de produtos químicos.
O que é o cloro e por que ele está presente no cotidiano?
Para facilitar a compreensão das propriedades químicas, observe as características principais:
- Elemento químico número 17 na tabela periódica altamente reativo
- Aparece naturalmente como gás esverdeado-amarelado tóxico
- Presente em água sanitária e produtos de limpeza doméstica
- Usado em estações de tratamento de água encanada
- Funciona como desinfetante poderoso contra microorganismos
Por que o cloro é tão eficiente em piscinas e limpeza?
A tabela abaixo mostra as principais aplicações e formas químicas do cloro:
O cloro é um desinfetante poderoso: elimina fungos, algas, bactérias e vírus, o que explica sua presença em estações de tratamento de água, piscinas públicas, escolas, clubes e produtos de limpeza doméstica diária.
O grande problema surge quando esse cloro “do bem” entra em misturas que não deveriam existir. Em muitos acidentes, o roteiro se repete: alguém coloca cloro concentrado em um balde e mistura com outro produto, tentando turbinar a limpeza sem saber o que está criando quimicamente.
Como esses gases tóxicos agem em ambientes fechados?
Em academias, clubes cobertos e escolas, o cenário é ainda mais delicado do ponto de vista da segurança. Piscinas internas costumam ficar em áreas fechadas, então quando um gás tóxico é gerado ali, ele não se dissipa facilmente e tende a se acumular perigosamente.
Esses gases são mais pesados que o ar e se concentram na parte baixa do espaço, justamente na altura da cabeça de quem está nadando. Isso aumenta a inalação durante o esforço físico e pode acelerar drasticamente o quadro de intoxicação respiratória grave.

Como transformar esse conhecimento em prevenção diária?
Os casos de intoxicação por cloro em piscinas mostram que pequenas decisões podem ter impacto grande, principalmente quando envolvem produtos concentrados, espaços fechados e desconhecimento sobre as reações químicas envolvidas no processo.
Informação clara ajuda a evitar que tragédias semelhantes se repitam em ambientes públicos e domésticos. Quem se interessa por esse tipo de curiosidade pode buscar mais conteúdos sobre acidentes domésticos, uso seguro de produtos de limpeza e segurança química em ambientes com piscina.
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