PF apura repasses de empresa ligada a resort Tayayá a Toffoli

12.02.2026

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O Antagonista

PF apura repasses de empresa ligada a resort Tayayá a Toffoli

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 12.02.2026 06:24 comentários
Brasil

PF apura repasses de empresa ligada a resort Tayayá a Toffoli

A Maridt oficialmente pertence a dois irmãos do ministro, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio

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Wilson Lima
2 minutos de leitura 12.02.2026 06:24 comentários 1
PF apura repasses de empresa ligada a resort Tayayá a Toffoli
Foto: Fellipe Sampaio / STF

Além de encontrar conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a Polícia Federal (PF) começou a apurar repasses feitos pela empresa Maridt Participações – que chegou a ser sócia do resort Tayayá – ao magistrado.

A Maridt oficialmente pertence a dois irmãos de Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. Em 2025, a empresa vendeu sua parte no resort – ela tinha um terço do negócio – para o fundo Arleen, que fazia parte da teia controlada pelo Master. Um dos sócios da Maridt no empreendimento era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. As ligações entre o resort Tayayá e familiares de Toffoli foram revelados em primeira-mão por Crusoé.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a interlocutores Toffoli admitiu que recebeu recursos do fundo após a venda da participação da empresa no resort. Isso ocorreu em 2021. Para Toffoli, não haveria ilegalidade na transação. O ministro argumentou que não aparece oficialmente como sócio da empresa por ela se tratar de uma Sociedade Anônima de livro. Assim, os nomes dos acionistas não estariam disponíveis para terceiros.

Como registramos, a Polícia Federal identificou referências ao ministro Dias Toffoli durante perícia em aparelhos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli é o relator da investigação do caso no Supremo Tribunal Federal.

Diante do achado, a direção da PF decidiu não seguir o procedimento padrão de enviar o relatório diretamente ao relator. Em vez disso, entregou o material ao presidente do STF, Edson Fachin, para que ele avalie quais medidas devem ser tomadas.

Em nota oficial, Toffoli reafirmou que vai continuar no caso e que não se considera suspeito. Ele classificou como uma “ilação” o pedido da PF para se afastar do caso.

“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”.

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (1)

Vitor Carlos Marcati

12.02.2026 06:59

O ministro dias toffoli avaliou a participação do ministro dias tofoli no caso e julgou que o ministro dias tofoli é inocente Ass: ministro dias tofoli Tá pronta A sentença do caso master


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