“Não foi branco o suficiente”, diz influenciadora sobre show de Bad Bunny
Laura Loomer, favorável às políticas migratórias de Trump, fez críticas raciais e xenofóbicas ao cantor portorriquenho
A apresentação do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl provocou reações de figuras próximas ao presidente Donald Trump. A influenciadora Laura Loomer publicou mensagens na rede social X com ataques racistas e xonófobos.
“Imigrantes ilegais e prostitutas latinas rebolando no Super Bowl. Nenhum branco ou tradução para o inglês no Super Bowl”, escreveu Loomer. Ela disse ainda que a apresentação “não foi branca o suficiente” e afirmou não conseguir mais assistir ao evento esportivo porque “os imigrantes arruinaram tudo”.
Bad Bunny é cidadão americano, nascido em Porto Rico, território dos Estados Unidos desde 1898. Pessoas nascidas em Porto Rico têm cidadania americana por direito constitucional.
Críticas à escolha do idioma
A influenciadora questionou a decisão do cantor de se apresentar em espanhol. Ela sugeriu que a agência de imigração e controle de alfândegas (ICE) fosse acionada contra os trabalhadores rurais retratados na apresentação.
“O fato de o show do intervalo do Super Bowl ter começado com uma cena que mostrava trabalhadores agrícolas imigrantes ilegais é vergonhoso. Isso só reforçou minha crença de que somos um país conquistado”, afirmou Loomer.
Laura Loomer tem 1,8 milhão de seguidores no X. Ela se declara islamofóbica e contrária à imigração. Durante a campanha presidencial, aproximou-se de Trump e recebeu convite para integrar sua equipe, mas outros assessores bloquearam a indicação. Loomer comercializa produtos que celebram a detenção de imigrantes.
Reação de outros apoiadores
Nick Adams, indicado por Trump para comandar a embaixada americana na Malásia, declarou que alguém deveria lembrar o artista “que ele está na América”. Durante a apresentação, Bad Bunny disse “Deus salve a América” e listou países da América Latina, acompanhado por bandeiras dessas nações.
Trump classificou o show como “tapa na cara” dos Estados Unidos. Na semana anterior ao Super Bowl, sua conta na rede Truth Social publicou vídeo que retratava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama de forma racista. O material foi removido, mas Trump afirmou que não pediria desculpas porque “não fez nada de errado”.
Evento alternativo
A organização conservadora Turning Point USA promoveu um show com artistas brancos como resposta à apresentação de Bad Bunny. O jornal New York Times projetou audiência de seis milhões de pessoas para o evento. A apresentação do cantor portorriquenho teve estimativa de 128 milhões de espectadores.
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