Família constrói prédio de 15 andares para que todos vivam juntos. Imagina a confusão?
Essa “grande família chinesa” remete ao modelo tradicional de organização multigeracional que valoriza a convivência próxima entre parentes.
Uma família extensa da cidade de Quanzhou, no leste da China, decidiu adotar uma solução pouco comum para manter as gerações próximas: em vez de dividir o terreno entre herdeiros, reuniu recursos de 20 parentes e ergueu um prédio de 15 andares para abrigar mais de 100 pessoas, em um condomínio familiar autogerido que preserva tradições e resolve problemas de espaço nas moradias urbanas.
O que representa a “grande família chinesa” neste caso
Neste contexto, essa “grande família chinesa” remete ao modelo tradicional de organização multigeracional que valoriza a convivência próxima entre parentes.
No caso da família Zhu, esse ideal foi concretizado na forma de um único edifício alto que reúne quatro gerações em um mesmo endereço.
Mais do que a quantidade de pessoas, a grande família se define pela forma de gestão interna, baseada em tradições, acordos verbais e disciplina coletiva.
Não há condomínio formal, síndico eleito ou administradora externa: as despesas e regras são definidas pelos próprios moradores, reforçando a autogestão familiar e o senso de pertencimento.
ตระกูลใหญ่จีนรวมเงินสร้างคอนโด 15 ชั้น อยู่ยกตระกูลกว่า 100 ชีวิต สร้างบ้านเดียวเชื่อมสายใยครอบครัว
— joe black (@joe_black317) February 4, 2026
แทนที่จะแบ่งที่ดินเพื่อสร้างบ้านแยกกันเหมือนครอบครัวทั่วไป แต่ตระกูล “จู” ในเมืองเฉวียนโจว ประเทศจีน กลับเลือกแนวทางการรวบรวมเงินจากญาติพี่น้องถึง 20 ครอบครัว มาสร้างอาคารสูง 15… pic.twitter.com/6VdUrJ9Q9b
Como funciona o prédio da família Zhu em Quanzhou
O prédio foi planejado para atender a diferentes funções em cada pavimento, conciliando moradia, mobilidade e convivência.
Os dois subsolos funcionam como garagem para carros e bicicletas elétricas, enquanto o térreo, antes pensado para uso comercial, virou depósito de alimentos e área de recreação infantil.
A distribuição dos andares foi organizada para acomodar confortavelmente os núcleos familiares, em unidades amplas que se assemelham a apartamentos, mas fazem parte de um único patrimônio coletivo.
Essa estrutura reforça o caráter híbrido entre casa ancestral e condomínio vertical moderno.
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Como funciona o prédio da família Zhu, em Quanzhou
A estrutura chama atenção por unir moradia multigeracional e regras próprias, sem o modelo tradicional de condomínio.
| Aspecto | Como funciona na prática |
|---|---|
| Uso dos andares |
Do 2º ao 12º andar, o imóvel é ocupado por áreas residenciais.
Estrutura vertical
Moradia familiar
|
| Formato das unidades |
Cada pavimento possui dois grandes quartos, organizados como
unidades em formato de apartamento.
2 unidades por andar
Layout amplo
|
| Capacidade e moradores |
Ao todo, são 22 unidades residenciais, abrigando mais de 100 pessoas
de quatro gerações.
Convivência multigeracional
Alta densidade familiar
|
| Modelo de condomínio |
O prédio não possui registro como condomínio formal e não cobra taxas condominiais fixas.
Gestão informal
Sem taxa mensal
|
Porque a família mantém uma estrutura residencial completa em formato vertical, com grande número de moradores e regras internas próprias — algo raro em prédios urbanos modernos.
Por que toda a grande família decidiu viver no mesmo prédio
A decisão de concentrar toda a família em um só edifício surgiu da combinação de necessidades práticas e valores culturais.
As antigas moradias eram estreitas, com ambientes improvisados para estudo e descanso, o que motivou a busca por uma solução mais ampla e organizada para filhos, netos e bisnetos.
Ao mesmo tempo, morar no mesmo prédio facilita encontros diários, cuidado com idosos e supervisão de crianças, além de reforçar a ideia da “casa ancestral” em versão vertical.
Datas como o Ano Novo Chinês se tornam momentos de reunião intensa, com corredores cheios, cheiros de comida caseira e memórias afetivas compartilhadas.
Quais são as regras atuais para esse tipo de construção na China
O prédio da família Zhu foi erguido em um período de regras urbanísticas mais flexíveis, quando ainda era possível levantar edifícios altos em terrenos compartilhados por vários núcleos familiares.
Nos últimos anos, porém, a legislação local ficou mais rígida em relação a construções residenciais autogeridas.
Desde abril de 2023, normas distritais limitam esse tipo de obra a no máximo três andares e cerca de 15,5 metros de altura, tornando o edifício da família Zhu uma espécie de “edição limitada”.
Estruturas semelhantes dificilmente receberiam aprovação hoje, sobretudo se destinadas apenas ao uso familiar.
Qual é o significado social e simbólico desse edifício familiar
O prédio em Quanzhou simboliza a adaptação da tradição chinesa de família extensa às realidades urbanas contemporâneas, unindo habitação coletiva, memória familiar e organização interna em um endereço vertical. Para muitos moradores, ele representa a “raiz da família” e é comparado a um “castelo da juventude”.
Apesar de debates online sobre possível ostentação, o patriarca recusou transformar o imóvel em hospedagem comercial, enfatizando que o objetivo não é lucro, e sim manter a família unida.
Assim, o edifício se destaca como um experimento singular de convivência multigeracional e autogestão em meio à modernização das cidades chinesas.
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