CPI do Crime Organizado convida governadora de Pernambuco para terça
Raquel Lyra é chamada ao Senado em rodada de depoimentos com chefes do Executivo estadual
A CPI do Crime Organizado do Senado convidou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD-PE), para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (10), às 9h, sobre a atuação do Executivo estadual no enfrentamento às facções criminosas. A oitiva segue na fase voltada diretamente a gestores responsáveis pela execução das políticas de segurança pública.
Além da governadora, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho Liberato, também foi convidado. A CPI pretende obter informações sobre estratégias de inteligência, cooperação entre estados e União, dificuldades operacionais e entraves no combate à lavagem de dinheiro associada ao crime organizado.
O requerimento foi apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). No documento, ele afirma que a oitiva é “imprescindível para compreender as estratégias adotadas pelos estados, as dificuldades enfrentadas e os gargalos no enfrentamento às organizações criminosas”. Para o relator, ouvir governadores permite avaliar se as respostas institucionais acompanham a expansão e a sofisticação das facções.
Instalada em novembro de 2025, a CPI encerrou a fase inicial de oitivas técnicas e passou a avançar sobre decisões políticas, prioridades orçamentárias e modelos de gestão adotados nos estados. A avaliação predominante no colegiado é que o crime organizado atua de forma integrada, enquanto as respostas oficiais permanecem fragmentadas.
Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a comissão ainda pretende ouvir os governadores de Amapá, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Já prestaram depoimento o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Após a oitiva de Raquel Lyra, está previsto o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), ampliando a pressão sobre os Executivos estaduais em dois dos principais palcos do crime organizado no país.
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