CPI do Crime Organizado concentra agenda da semana em Cláudio Castro
Depoimento do governador do RJ trata da segurança pública em estado com histórico de facções e milícias
A CPI do Crime Organizado no Senado concentra os trabalhos desta semana na oitiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ). O depoimento está marcado para quarta-feira (11), às 9h (horário de Brasília), e integra a fase da comissão dedicada a ouvir chefes de Executivos estaduais sobre políticas de segurança pública e combate às facções criminosas. Além do governador, a comissão também ouvirá o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Cesar dos Santos.
Os senadores pretendem obter informações sobre estratégias adotadas pelo estado, integração entre forças policiais, ações de inteligência e dificuldades no enfrentamento ao crime organizado, principalmente a partir da experiência do Rio de Janeiro, estado considerado base territorial de uma das maiores facções criminosas do país. O relator também aponta a oitiva como oportunidade para aprofundar o debate sobre lavagem de dinheiro, entraves operacionais e articulação entre estados e o governo federal no enfrentamento dessas organizações.
A oitiva ocorre após o adiamento da participação de Cláudio Castro em sessão anterior da CPI. À época, o governador apresentou justificativa de agenda oficial. O requerimento para ouvir o governador fluminense partiu do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A oitiva de Cláudio Castro marca um dos principais pontos da agenda da CPI nesta semana e deve orientar os próximos passos da comissão no aprofundamento das apurações sobre o crime organizado no país.
Entenda a CPI
Instalada no fim de 2025, a CPI do Crime Organizado investiga a estrutura, o financiamento e a expansão de organizações criminosas no país. Ao longo dos trabalhos, a comissão já ouviu autoridades federais, representantes das forças de segurança e gestores estaduais. Os depoimentos servem de base para a elaboração do relatório final, que pode resultar em propostas legislativas, recomendações a órgãos públicos e encaminhamentos a órgãos de controle e investigação.
Na última terça-feira (3), a CPI também previa ouvir o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que não compareceu à comissão. A ausência levou ao cancelamento da oitiva, e senadores defenderam a conversão do convite em convocação formal.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Clayton de Souza Pontes
09.02.2026 10:32O tema é de interesse da população e os governadores, como o Ibaneis, deveriam contribuir