Essa técnica colhe 600 kg de mel em um único dia
A operação industrial controla milhões de insetos e extrai mel em ritmo acelerado
As abelhas movimentam uma cadeia global bilionária que vai de fazendas industriais nos Estados Unidos a penhascos perigosos no Himalaia, sustentando ecossistemas inteiros e a produção de alimentos essenciais para a humanidade.
Como funcionam as megafazendas de abelhas?
O canal CampoVita, com 1,98 mil inscritos, explora essa indústria fascinante. Em Dakota do Sul, uma única granja abriga 92.000 colmeias com até 4,5 bilhões de abelhas produzindo mel em escala industrial, como uma megacidade organizada.
Cada colmeia pode abrigar 60.000 abelhas. Para colher o mel, apicultores usam fumaça leve para acalmar o enxame, retiram os quadros e fazem as abelhas descerem com sacudidas suaves ou pincel macio, evitando tumulto e ataques defensivos.
Como o mel é processado industrialmente?
Um quadro só é considerado pronto quando 80% das células estão cheias e seladas com cera branca. Essa “tampa” mantém umidade e temperatura entre 17 ºC e 21 ºC, evitando fermentação e preservando o produto por longos períodos.
Nas fazendas industriais, até 10.000 caixas são empilhadas em salas aquecidas. Máquinas automáticas removem a cera, centrífugas comportam 120 quadros e extraem o mel em 16 minutos, processando cerca de 2.500 caixas por dia em ritmo contínuo e eficiente.
Quais são as formas mais extremas de colher mel?
Enquanto na Europa dominam colmeias modernas de quadros móveis, no Japão ainda se usam caixas de madeira que imitam troncos de árvores. A colheita é feita cortando manualmente partes do favo, e muitos consumidores comem o mel junto com a cera. Já em regiões como Nepal e Sudeste Asiático, a coleta vira verdadeiro esporte radical:
- Caçadores se penduram em penhascos de até 800 pés com cordas de fibra natural
- Usam varas de 12 metros para cortar favos de 3,3 kg a 4,4 kg cada
- Em um bom dia, chegam a colher 600 kg de mel
- Equipes sobem árvores de 100 pés usando redes, cordas e grampos
- De uma única árvore, extraem até 60 colmeias totalizando 1,3 tonelada
A “mel louca” do Nepal pode custar até $300 por litro devido a compostos alucinógenos do néctar de rododendro vermelho.

Como a tecnologia transformou a apicultura moderna?
A apicultura urbana ganhou força em grandes capitais. Só em Paris, cerca de 35 milhões de abelhas vivem em telhados de prédios famosos, e o mel urbano é vendido a €1 por 200 ml, com argumento de menor exposição a pesticidas comparado às zonas agrícolas intensivas.
Esses avanços permitem que apicultores protejam colônias com dados precisos, reduzindo perdas e aumentando produtividade sem depender apenas da experiência tradicional.
Por que as abelhas valem bilhões mas estão ameaçadas?
Cerca de um terço dos alimentos globais depende da polinização, com impacto econômico entre $235 bilhões e $577 bilhões anuais. Culturas como maçã, amêndoa, abacate, algodão, manga e lichi dependem diretamente delas. Só a indústria da amêndoa na Califórnia usa 2,6 milhões de colmeias em três semanas.
Porém, mudanças climáticas, pesticidas neonicotinoides, o ácaro Varroa destructor e poluição sonora ameaçam as colônias. Apesar dos riscos, projetos ambientais usam colmeias para restaurar florestas queimadas e aumentar biodiversidade, mostrando que esses insetos seguem essenciais para ecossistemas e alimentação humana.
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