MBL volta às ruas contra Master e faz críticas ao STF
Segundo manifestação do movimento tem ataques a Moraes e distribuição de máscaras com rosto de Vorcaro; Kim Kataguiri anuncia CPMI
O MBL (Movimento Brasil Livre) promoveu nesta quinta-feira, 5, um segundo protesto diante da sede do Banco Master, localizada na zona sul de São Paulo. Segundo a Folha, a manifestação registrou comparecimento inferior ao ato de 22 de janeiro, mas trouxe novos elementos à pauta, como críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Renan Santos, um dos fundadores do MBL, declarou que a estratégia consiste em “colocar lenha na fogueira” para impedir que o episódio saia do debate público. De acordo com Renan, a falta de punições representaria o pior desfecho possível para o caso: “A sensação de impunidade aumentaria”.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o ex-parlamentar Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, participaram do ato. A presença de Kataguiri marcou a primeira aparição de um parlamentar no movimento de rua organizado pelo MBL contra a instituição financeira.
Congresso e Banco Central
Kataguiri anunciou que já foram recolhidas as assinaturas necessárias para a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o caso: “Foi protocolado, e o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é obrigado a abrir a CPMI na primeira sessão do Congresso”, disse o deputado.
O parlamentar atacou a demora do Banco Central na liquidação do Master. As críticas abrangeram tanto a gestão de Roberto Campos Neto quanto a administração atual, sob comando de Gabriel Galípolo. “Por mais que haja vontade de ‘barrigar’, como foi feito no caso do INSS, ele quer analisar vetos e, para isso, não tem como abrir sessão sem a CPMI”, completou.
Máscaras e novos alvos
A manifestação inovou ao distribuir aproximadamente 500 máscaras estampadas com o desenho do rosto de Daniel Vorcaro. Cauê Del Valle, integrante do movimento, explicou que a imagem foi criada pelo cartunista André Guedes e ganhou popularidade nas redes sociais entre militantes do grupo.
Outra mudança em relação ao primeiro ato foi a inclusão de Moraes entre os alvos. Um dos agitadores informou que houve reclamações nas redes após o protesto anterior pela falta de críticas ao ministro. Durante a manifestação, participantes entoaram: “Alexandre, como é que é? Explica aí os milhões para sua mulher”.
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