EUA e Argentina assinam acordo sobre minerais críticos
Parceria inclui redução de tarifas, investimentos, exportações e facilitação comercial em setores estratégicos
Os Estados Unidos e a Argentina firmaram nesta quinta-feira, 5, um acordo comercial que garante acesso a minerais críticos e prevê cooperação ao longo de toda a cadeia do setor no país sul-americano.
O texto abrange as cadeias de exploração, refino, processamento e exportação. O entendimento também contempla redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos.
Segundo o representante comercial americano, Jamieson Greer, “o aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional.”
Greer destacou que o acordo “reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores dos EUA”.
Acordo
Segundo a Casa Branca, o acordo não entra em vigor imediatamente.
Ele passará a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito, confirmando a conclusão dos trâmites legais internos, ou em outra data acordada pelos países.
O acordo prevê que a Argentina zere ou reduza tarifas para cerca de 2% em milhares de produtos americanos, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos.
Em contrapartida, os Estados Unidos eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre outros bens.
O acordo também prevê o fim da taxa estatística argentina, uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros, em até três anos, bem como reduções tarifárias graduais, aplicadas anualmente em 1º de janeiro.
Outros investimentos
Além dos minerais críticos, o acordo amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores estratégicos da economia argentina.
- Energia: com facilitação de aportes em toda a cadeia, da exploração e produção ao refino, transporte e geração elétrica, com foco em segurança energética e industrialização.
- Infraestrutura: com investimentos em telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval e navegação.
- Tecnologia e comunicações: com abertura para aportes em infraestrutura de informação e comunicação, como redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos.
- Bens de capital: com facilitação da entrada de máquinas e equipamentos, inclusive usados e remanufaturados, para construção, agricultura, mineração e saúde.
- Defesa: com simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial no setor.
- Financiamento: com possibilidade de apoio de agências dos EUA, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado.
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