De Toni: “Se eu ficar no PL, é minha morte política”
"Eu quero até agradecer o Valdemar pela sinceridade", disse a deputada federal ao detalhar conversa com o presidente nacional do PL e confirmar que deixará o partido
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) confirmou que vai sair do PL em entrevista à rádio Studio FM, concedida na manhã desta quinta-feira, 5.
Segundo ela, sua candidatura ao Senado tem o apoio do governador Jorginho Mello (PL), mas o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, prometeu intervir no diretório estadual do partido caso o governador tente se candidatar à reeleição com uma chapa pura.
O jogo em Santa Catarina foi tumultuado pela decisão do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro de se candidatar ao Senado pelo estado, interferindo em acordo partidário com o PP.
“É que eu não tenho outra opção. Eu quero ficar no PL, mas eu não tenho outra opção”, disse a deputada, uma das favoritas para a eleição deste ano ao Senado em Santa Catarina, ao relatar na entrevista a conversa que teve com Valdemar.
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“Eu quero até agradecer o Valdemar”
“Eu quero até agradecer o Valdemar pela sinceridade que ele teve comigo e o público. Ele foi muito transparente com um acordo nacional que ele está fazendo com a União e com o PP, ou seja, com o [presidente nacional do União Brasil, Antonio] Rueda e com Ciro [Nogueira, senador e presidente nacional do PP], em vários estados do Brasil. Eu acredito que chega a contemplar sete estados do Brasil. Eles sentaram para conversar e um dos estados envolve Santa Catarina. Algo que o Progressistas pediu foi a vaga do [senador Esperidião] Amin. Não só eles pediram a vaga do Amin, mas eles condicionaram [a]o acordo que eu não fosse candidata ao Senado, justamente para não atrapalhar a viabilidade eleitoral do Amin”, detalhou a deputada, acrescentando:
“Eles estão considerando que, mesmo se eu sair do partido e for candidata, o acordo não estará cumprido. Então a única forma de garantir que eu não seja candidata neste momento é me manter no PL e, assim, me enrolar, e depois dizer que eu não vou poder ser candidata. Por isso, sair do PL é a única alternativa que eu tenho se eu quiser ser candidata ao Senado.”
A deputada também agradeceu Valdemar pelo esforço para que ela assumisse a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).
“Morte política”
“Quero que as pessoas entendam que o meu desejo é ficar no PL, mas, se eu fico no PL, é minha morte política”, disse a deputada, que não disse para qual partido deve migrar na tentativa de manter sua candidatura ao Senado neste ano.
“Eu quero deixar claro que eu tenho vários convites realizados. Eu tenho convite de três partidos em específico, não só o convite para me filiar e ser candidata, como também para ser presidente estadual, o que vai me garantir um certo poder de negociação, que seriam os partidos PRD, Avante e Podemos. Caso eu iria para esses partidos, eu iria ser presidente e fazer nominata e, aí, garantir que eu teria o poder de comando para poder negociar. Tem o convite do Novo para ser a candidata ao Senado também. Tem convites colaterai, que é mais difícil de aceitar, que seria esses convites que seria do MDB e do PSD, que eu não teria a intenção de ir. Mas calcula-se, então, são seis [partidos] que estão com a porta aberta para eu entrar”, disse a deputada.
“Agora, daqui para frente, vai ser eu e o povo”, disse a deputada.
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Comentários (2)
Juarez Borges
05.02.2026 18:32Se o Senador Flavio Bolsonaro é candidato a Presidente, porque então Carlos Bolsonaro não se candidate pelo Rio de Janeiro? Algum cientista politico poderia explicar essa situação?
Annie
05.02.2026 13:48Que os catarinenses tenham juízo e não elejam o Carlos Bolsonaro, cujo interesse não é o Estado, mas sua própria família