A reincidência do “operador tático” de Vorcaro na mira da PF
Ascendino Madureira Garcia já foi alvo da operação Fundo Fake, em 2020, e denunciado por envolvimento em esquema de propina no âmbito da Lava Jato
A Polícia Federal apura a atuação de Ascendino Madureira Garcia, o Dino, como “operador tático” de Daniel Vorcaro no Banco Master.
Essa não é a primeira vez que o funcionário da Master Corretora é investigado, segundo o Uol.
Antes de ser alvo de busca da segunda fase da operação Compliance Zero, Dino havia sido alvo da operação Fundo Fake, em 2020, no âmbito da qual responde por organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção.
O funcionário de Vorcaro também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, em 2021, por envolvimento em um esquema de pagamento de propina da Odebrecht na Lava Jato.
Ao portal, investigadores da PF afirmaram que Dino é peça-chave para entender a cadeia de fundos usada pela cúpula do grupo Master para desviar dinheiro da instituição financeira.
Fundos
Antes de entrar no grupo Master, Ascendino Garcia era funcionário da gestora de fundos Foco DTVM, atual Sefer Investimentos.
Ele é apontado como braço direito de Benjamin Botelho, dono da Sefer, nos desvios apurados na Fundo Fake.
As investigações teriam encontrado um desvio de 500 milhões de reais de aposentadorias de servidores públicos com fundos administrados pela gestora.
Empresas ligadas à família Vorcaro estariam entre os destinatários dos desvios.
Tanto Dino quanto Botelho foram denunciados por gestão fraudulenta e organização criminosa em 2023.
No Master, Ascendino Garcia era responsável pela relação com as gestoras Trustee, Banvox e Sefer, acusadas de desvios.
O que diz a defesa?
Ao Uol, a defesa de Dino negou que ele tenha participado de qualquer ato ilícito.
“A associação de seu nome à investigação é indevida e baseada em um grande equívoco. Decorre de erro grave de enquadramento, que será devidamente demonstrado nos autos, e corrigido no curso das investigações, com base em elementos técnicos objetivos e verificáveis.”
Já os advogados de Vorcaro disseram que Dino não exercia funções de gestão.
“A defesa segue colaborando com as autoridades competentes e confia que a apuração dos fatos esclarecerá adequadamente o contexto das relações mencionadas.”
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