MP-SP quer explicações de Nunes sobre gastos com o Carnaval
Promotoria estabelece prazo para prefeitura apresentar contrato de patrocínio e critérios de distribuição de recursos aos blocos de rua
O Ministério Público de São Paulo requisitou à gestão municipal a apresentação do contrato firmado com a empresa Ambev. O acordo prevê o pagamento de R$ 29 milhões para o financiamento da festa de rua na capital. A medida atende a uma representação protocolada por parlamentares que questionam a publicidade dos critérios de escolha das agremiações.
A decisão foi estabelecida pela promotora Cíntia Marangoni. O pedido de apuração partiu do vereador Celso Giannazi, da deputada federal Luciene Cavalcante e do deputado estadual Carlos Giannazi, todos do PSOL, que apontam falta de clareza na gestão dos ativos destinados ao evento.
Divergência em valores e logística
Os autores da representação indicam que a prefeitura anunciou suporte para mais de 650 blocos. O planejamento oficial prevê o atendimento a um público estimado em 16 milhões de pessoas. Os recursos deveriam cobrir custos com segurança, limpeza, infraestrutura e logística.
No entanto, o edital de fomento reservou R$ 2,5 milhões para contemplar até 100 grupos carnavalescos. Cada um desses blocos selecionados recebeu o repasse de R$ 25 mil. Para os parlamentares, esse cenário prejudica a continuidade de blocos tradicionais e de grupos localizados nas periferias.
Prazos e critérios de fomento
O Ministério Público determinou o prazo de 10 dias para a prefeitura enviar o plano de aplicação da verba. O órgão busca esclarecimentos sobre os métodos usados para distribuir a infraestrutura entre as agremiações. Organizadores de blocos relatam dificuldades no acesso aos montantes provenientes da iniciativa privada.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que o dinheiro pago pela patrocinadora custeia a estrutura geral da cidade durante a festa. Segundo o gestor, os responsáveis pelos blocos também possuem o dever de buscar financiadores próprios para suas atividades. A investigação da Promotoria de Justiça prossegue com a análise dos documentos técnicos solicitados.
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