Achado arqueológico de fóssil de formiga com 40 milhões de anos em âmbar é sem precedentes

04.02.2026

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Achado arqueológico de fóssil de formiga com 40 milhões de anos em âmbar é sem precedentes

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4 minutos de leitura 03.02.2026 07:34 comentários
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Achado arqueológico de fóssil de formiga com 40 milhões de anos em âmbar é sem precedentes

O inseto, identificado na coleção histórica de Johann Wolfgang von Goethe e pertencente ao gênero extinto Ctenobethylus,

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Achado arqueológico de fóssil de formiga com 40 milhões de anos em âmbar é sem precedentes
Achado arqueológico sem precedentes formiga de 40 milhões de anos encontrada no âmbar de Goethe. Imagem: Ilustrativa do Antagonista

O achado de uma formiga fóssil preservada em âmbar, com cerca de 40 milhões de anos, reacendeu o interesse pela chamada “vida aprisionada” em resinas fósseis.

O inseto, identificado na coleção histórica de Johann Wolfgang von Goethe e pertencente ao gênero extinto Ctenobethylus, tem ajudado pesquisadores a entender melhor a diversidade de formigas antigas, suas relações com espécies atuais e os ecossistemas florestais do passado.

Por que a formiga fóssil em âmbar é cientificamente relevante

A expressão formiga fóssil em âmbar sintetiza o que torna esse tipo de achado especial.

Diferentemente de fósseis comprimidos em rochas, espécimes presos em resina preservam estruturas finas, como antenas, mandíbulas e até partes internas, permitindo descrições anatômicas mais detalhadas.

No caso de Ctenobethylus goepperti, o nível de conservação ajudou a ampliar o conhecimento sobre sua morfologia e parentesco com formigas primitivas.

Isso contribui para entender a evolução social do grupo, modos de alimentação e interações com outros invertebrados em florestas de clima ameno do passado.

O que o fóssil revela sobre antigos ecossistemas

A análise da formiga em âmbar auxilia na reconstrução de ecossistemas de milhões de anos atrás.

O formato do corpo, o tipo de mandíbula e a provável forma de locomoção permitem estimar hábitos de vida, como comportamento social e nicho ecológico ocupado pela espécie.

Ao interpretar uma única formiga fossilizada, paleontólogos obtêm pistas sobre a composição da fauna de insetos, a estrutura das florestas e as condições climáticas.

Esses dados ajudam a comparar ambientes antigos com ecossistemas atuais, apoiando estudos sobre mudanças ambientais de longa duração.

Como a tecnologia explora o interior da formiga fóssil em âmbar

Para investigar a formiga em detalhe, pesquisadores usam técnicas modernas de imagem, semelhantes a tomografias médicas.

O exemplar é escaneado camada por camada, sem remoção da resina, gerando modelos digitais que permitem visualizar estruturas internas e externas com alta precisão.

Esses modelos 3D interativos podem ser acessados on-line e comparados com outros fósseis de formiga em âmbar.

Assim, reduz-se o transporte de peças frágeis entre museus e ampliam-se as possibilidades de colaboração científica internacional.

Leia também: Cidades pequenas e com uma qualidade de vida invejável em 2026

Quais vantagens os modelos digitais de fósseis oferecem aos pesquisadores

Os dados obtidos por escaneamento tomográfico são convertidos em recursos virtuais que apoiam diferentes linhas de pesquisa. A seguir estão algumas das principais aplicações desses modelos digitais de formigas fósseis em âmbar.

  • Visualização de órgãos internos e partes delicadas preservadas na resina;
  • Comparação digital entre fósseis de diferentes coleções e regiões;
  • Medição precisa de estruturas microscópicas para análises morfológicas;
  • Compartilhamento on-line do espécime virtual com pesquisadores de vários países.

Por que a coleção de Goethe ainda pode revelar novas espécies

A coleção de âmbar associada a Goethe reúne cerca de 40 peças, em sua maioria do Báltico, contendo formigas, mosquitos e outros invertebrados.

O fato de essas amostras estarem guardadas há décadas e ainda fornecerem dados inéditos mostra o potencial científico de acervos históricos.

Revisão sistemática, digitalização em alta resolução, intercâmbio de modelos 3D e conservação adequada aumentam as chances de novas espécies serem descritas.

Assim, coleções antigas deixam de ser apenas patrimônio cultural e tornam-se fontes ativas para estudos de evolução, biodiversidade e mudanças ambientais ao longo de milhões de anos.

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