Achado arqueológico de fóssil de formiga com 40 milhões de anos em âmbar é sem precedentes
O inseto, identificado na coleção histórica de Johann Wolfgang von Goethe e pertencente ao gênero extinto Ctenobethylus,
O achado de uma formiga fóssil preservada em âmbar, com cerca de 40 milhões de anos, reacendeu o interesse pela chamada “vida aprisionada” em resinas fósseis.
O inseto, identificado na coleção histórica de Johann Wolfgang von Goethe e pertencente ao gênero extinto Ctenobethylus, tem ajudado pesquisadores a entender melhor a diversidade de formigas antigas, suas relações com espécies atuais e os ecossistemas florestais do passado.
Por que a formiga fóssil em âmbar é cientificamente relevante
A expressão formiga fóssil em âmbar sintetiza o que torna esse tipo de achado especial.
Diferentemente de fósseis comprimidos em rochas, espécimes presos em resina preservam estruturas finas, como antenas, mandíbulas e até partes internas, permitindo descrições anatômicas mais detalhadas.
No caso de Ctenobethylus goepperti, o nível de conservação ajudou a ampliar o conhecimento sobre sua morfologia e parentesco com formigas primitivas.
Isso contribui para entender a evolução social do grupo, modos de alimentação e interações com outros invertebrados em florestas de clima ameno do passado.
O que o fóssil revela sobre antigos ecossistemas
A análise da formiga em âmbar auxilia na reconstrução de ecossistemas de milhões de anos atrás.
O formato do corpo, o tipo de mandíbula e a provável forma de locomoção permitem estimar hábitos de vida, como comportamento social e nicho ecológico ocupado pela espécie.
Ao interpretar uma única formiga fossilizada, paleontólogos obtêm pistas sobre a composição da fauna de insetos, a estrutura das florestas e as condições climáticas.
Esses dados ajudam a comparar ambientes antigos com ecossistemas atuais, apoiando estudos sobre mudanças ambientais de longa duração.
🐜🔍 Âmbar de Goethe como cápsula do tempo: fóssil de formiga surpreende cientistas
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) January 28, 2026
🪨 Em um pedaço de âmbar que pertenceu à coleção do grande poeta e filósofo alemão Johann Wolfgang von Goethe, cientistas descobriram um fóssil de uma formiga com mais de 40 milhões de anos,… pic.twitter.com/O5n8NBFfDt
Como a tecnologia explora o interior da formiga fóssil em âmbar
Para investigar a formiga em detalhe, pesquisadores usam técnicas modernas de imagem, semelhantes a tomografias médicas.
O exemplar é escaneado camada por camada, sem remoção da resina, gerando modelos digitais que permitem visualizar estruturas internas e externas com alta precisão.
Esses modelos 3D interativos podem ser acessados on-line e comparados com outros fósseis de formiga em âmbar.
Assim, reduz-se o transporte de peças frágeis entre museus e ampliam-se as possibilidades de colaboração científica internacional.
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Quais vantagens os modelos digitais de fósseis oferecem aos pesquisadores
Os dados obtidos por escaneamento tomográfico são convertidos em recursos virtuais que apoiam diferentes linhas de pesquisa. A seguir estão algumas das principais aplicações desses modelos digitais de formigas fósseis em âmbar.
- Visualização de órgãos internos e partes delicadas preservadas na resina;
- Comparação digital entre fósseis de diferentes coleções e regiões;
- Medição precisa de estruturas microscópicas para análises morfológicas;
- Compartilhamento on-line do espécime virtual com pesquisadores de vários países.
Por que a coleção de Goethe ainda pode revelar novas espécies
A coleção de âmbar associada a Goethe reúne cerca de 40 peças, em sua maioria do Báltico, contendo formigas, mosquitos e outros invertebrados.
O fato de essas amostras estarem guardadas há décadas e ainda fornecerem dados inéditos mostra o potencial científico de acervos históricos.
Revisão sistemática, digitalização em alta resolução, intercâmbio de modelos 3D e conservação adequada aumentam as chances de novas espécies serem descritas.
Assim, coleções antigas deixam de ser apenas patrimônio cultural e tornam-se fontes ativas para estudos de evolução, biodiversidade e mudanças ambientais ao longo de milhões de anos.
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