Programa ‘Gás do Povo’ é aprovado na Câmara
Substituição de auxílio financeiro por entrega direta de gás obteve 415 votos favoráveis; beneficiários poderão retirar direto nas lojas
A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da medida provisória que institui o ‘Gás do Povo’, projeto altera a dinâmica do antigo ‘Auxílio-Gás, permitindo que os beneficiários retirem botijões em pontos de venda, em vez de receberem o depósito bancário.
O placar registrou 415 votos favoráveis à iniciativa do governo federal na primeira sessão deliberativa do ano. A proposta constitui uma das metas da atual gestão para a assistência social.
O serviço opera em todas as capitais brasileiras, conforme o planejamento governamental. A projeção das autoridades é que o programa atinja a totalidade dos municípios do país até março.
Dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigas) indicam que 35% dos comerciantes das capitais aderiram ao modelo. Nas cidades da primeira etapa, o índice de cadastramento é de 52%.
Em localidades que iniciaram o processo em 26 de janeiro, a participação varia entre 25% e 30%. O setor aguarda o avanço da operação para que novos estabelecimentos decidam integrar a rede.
A adesão dos revendedores é voluntária, o que gera acompanhamento por parte dos órgãos públicos. A expectativa setorial é de crescimento nos registros conforme o fluxo de atendimento se estabilize.
Quais são as regras e o público-alvo?
O público-alvo compreende famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) com rendimento mensal por pessoa de até meio salário mínimo. O atendimento prioriza quem recebe o Bolsa Família.
Anteriormente, o beneficiário recebia uma quantia equivalente ao custo médio do insumo em sua região. Agora, a transação ocorre diretamente no balcão das revendedoras credenciadas pelo programa.
O texto legislativo estabelece um limite de sete dias úteis para que as lojas recebam os valores devidos. A previsão do governo, no entanto, é realizar a quitação em até dois dias.
Enquanto o acesso ao botijão gratuito não for universalizado, o depósito em dinheiro permanece ativo. A medida visa garantir que nenhum usuário fique sem o suporte durante o período de transição entre os modelos.
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Comentários (2)
Maglu Oliveira
03.02.2026 11:19Bolsas e mais bolsas mesmo que seja só a mudança de nome. Não é a toa que as empresas procuram mão de obra e não acham, quem quer trabalhar se pode ganhar tudo de graça. Eu que me vire pra pagar as minhas contas pois meu dinheiro vai pra bolsas e mais bolsas. A dona do restaurante que frequento paga 2.500,00 e todos os direitos trabalhistas. Está desde dezembro com 5 vagas abertas e não acha ninguém, agora todo mundo vive só de bolsa. Ela está quase fechando por falta de funcionários. Aliás, em toda a cidade é o mesmo problema. Quando vão acabar com essas malditas bolsas? Querem acabar com o país? Sim, querem, contanto que o deles (políticos) esteja garantido. Vamos reduzir seus salários quando ninguém mais trabalhar, só viver de bolsa.
Annie
03.02.2026 10:17Votos e mais votos 🤑