Palmeiras e Fictor negociam rescisão contratual
Empresa propõe pagamento integral de valores previstos em acordo de patrocínio enquanto clube avalia desdobramentos jurídicos da medida financeira
O Grupo Fictor e o Palmeiras iniciaram tratativas para o encerramento do vínculo de patrocínio estabelecido entre as partes, após o pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, registrado no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A diretoria do clube paulista tomou conhecimento da situação financeira da parceira comercial por meio de notícias veiculadas nesta segunda-feira, 2. Em comunicado, o Palmeiras informou que seu Departamento Jurídico analisa o cenário para definir os próximos passos institucionais.
Interlocutores indicam que representantes da companhia financeira e do clube se encontraram na semana passada para discutir o fim da parceria. De acordo com a Veja, “a proposta era fazer a reunião para discutir a rescisão de contrato, algo que interessa a Fictor”, disse uma fonte próxima ao assunto.
Empresa promete cumprir contrato
Apesar do pedido de recuperação, a Fictor sinalizou o interesse em quitar a totalidade da verba acordada no contrato de patrocínio. Uma fonte ligada ao Palmeiras confirmou o encontro e relatou que a “Fictor informou que seguiria cumprindo as obrigações contratuais”.
A transferência de recursos financeiros seguirá as normas previstas no processo de recuperação judicial. Com o novo status jurídico da empresa, o Palmeiras integra o rol de credores que aguardam as determinações do tribunal competente.
Especialistas apontam que a definição sobre os pagamentos deve observar os prazos regimentais do sistema judiciário paulista. “Esse ponto do processo deve demorar pelo menos 60 dias, conforme o prazo da Justiça”, afirmou uma fonte envolvida nas discussões.
Camisas encalhadas?
O encerramento antecipado gera atenção quanto ao estoque de materiais esportivos já confeccionados pelo clube. Itens que ostentam a marca da Fictor podem sofrer retirada de circulação caso não sejam adquiridos pelo público em curto período.
“O único prejuízo que o Palmeiras teria seria com as camisas já prontas, pois elas tiveram um custo a ser produzidas e podem ser retiradas de circulação caso os torcedores não comprem-nas”, explicou uma fonte.
O contrato entre as instituições foi anunciado em março de 2025, com previsão de aporte de 30 milhões de reais por temporada. O vínculo tinha duração de três anos, com possibilidade de renovação por mais um.
Ainda segundo a Veja, a Fictor não respondeu às tentativas de contato para comentar os detalhes operacionais da rescisão até o fechamento da reportagem.
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