Vírus Nipah: o que é, como é transmitido e onde os casos estão acontecendo

02.02.2026

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Vírus Nipah: o que é, como é transmitido e onde os casos estão acontecendo

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4 minutos de leitura 01.02.2026 20:19 comentários
Saúde

Vírus Nipah: o que é, como é transmitido e onde os casos estão acontecendo

O vírus Nipah pertence à família dos paramixovírus, mas não se espalha com a mesma facilidade de agentes como o sarampo.

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Vírus Nipah: o que é, como é transmitido e onde os casos estão acontecendo. Doença pode chegar ao Brasil? Créditos: depositphotos.com / olanstock

O vírus Nipah tem chamado a atenção de autoridades de saúde na Ásia por causa de sua alta letalidade e do potencial de provocar surtos localizados.

Mesmo raro, segue em pauta em 2026 pela combinação de mortalidade elevada, ausência de vacina aprovada e possibilidade de transmissão entre humanos em situações específicas, o que o mantém como alerta constante para a saúde global.

O que é o vírus Nipah e por que ele preocupa a saúde pública

vírus Nipah pertence à família dos paramixovírus, mas não se espalha com a mesma facilidade de agentes como o sarampo.

Sua taxa de mortalidade em surtos anteriores foi superior à metade dos casos, o que sustenta sua classificação como patógeno de alto risco.

Descrito no fim da década de 1990 na Malásia, o vírus já causou episódios em Bangladesh, Índia, Filipinas e Singapura.

A OMS o considera uma ameaça emergente, especialmente em regiões com contato frequente entre humanos, porcos e morcegos frugívoros, reservatórios naturais do patógeno.

Como ocorre a transmissão do vírus Nipah entre animais e humanos

A transmissão geralmente começa na interação entre pessoas e animais infectados, sobretudo morcegos frugívoros e porcos.

Em ambientes de criação intensiva ou manejo inadequado, o vírus pode passar dos morcegos para os suínos e, em seguida, para humanos, gerando surtos localizados.

Também pode ocorrer disseminação limitada de pessoa para pessoa, principalmente em contextos de cuidado domiciliar e hospitalar sem proteção adequada. As principais formas de exposição incluem:

  • Contato direto com secreções ou fluidos de porcos infectados.
  • Consumo de frutas ou seiva de tamareira contaminadas por morcegos frugívoros.
  • Contato próximo entre pessoas, com secreções respiratórias ou fluidos de pacientes infectados.

Leia também: Novos casos do vírus Nipah em humanos são registrados. Doença pode chegar ao Brasil?

Novos casos do vírus Nipah em humanos são registrados. Doença pode chegar ao Brasil?
Raposa-voadora de Lyle é portadora do vírus Nipah. Créditos: depositphotos.com / Passakorn211

Quais são os principais sintomas e a evolução clínica da infecção por Nipah

Os sintomas do vírus Nipah surgem em geral entre quatro e quatorze dias após a exposição, iniciando como um quadro semelhante a gripe, o que dificulta o reconhecimento precoce.

A progressão rápida para comprometimento neurológico diferencia a doença de infecções respiratórias comuns.

Febre persistente, dor de cabeça intensa, dores musculares, vômitos e dor de garganta podem ser seguidos por tosse, dificuldade respiratória, sonolência, desorientação, convulsões e evolução para encefalite com risco de coma.

Sobreviventes podem apresentar fadiga prolongada e sequelas neurológicas duradouras.

Como é feito o diagnóstico do vírus Nipah e quais são as opções de tratamento

O diagnóstico depende de testes laboratoriais que detectam o material genético do vírus ou anticorpos específicos em sangue, líquor ou secreções respiratórias.

Essas análises exigem laboratórios de alta biossegurança, e o contexto epidemiológico ajuda a orientar a suspeita clínica.

Até 2025, não há vacina aprovada de uso amplo nem antiviral com eficácia comprovada em grandes estudos.

O manejo baseia-se em cuidados de suporte, monitorização neurológica e respiratória, suporte intensivo em casos graves e prevenção de complicações, enquanto antivirais permanecem em uso experimental.

Onde o vírus Nipah ocorre com mais frequência e quais medidas ajudam a prevenir a infecção

Os surtos concentram-se no sul e sudeste da Ásia, especialmente em Bangladesh e Índia, mas o vírus já foi identificado em morcegos de outras regiões, o que mantém especialistas em alerta.

Fatores culturais, como o consumo de seiva de palmeira datileira crua, aumentam o risco de exposição em áreas endêmicas.

A prevenção enfatiza a redução de contato com fontes potenciais do vírus e a adoção de práticas seguras em comunidades e serviços de saúde, incluindo descarte de frutas possivelmente contaminadas, uso de equipamentos de proteção no manejo de porcos doentes, higiene rigorosa em hospitais e notificação rápida de casos suspeitos às autoridades sanitárias.

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