Ex-âncora da CNN, crítico de Trump, é preso em Los Angeles
Detenção de Don Lemon foi motivada por envolvimento em protestos contra a ICE em Minnesota e suposta invasão a templo religioso
Agentes federais dos EUA prenderam o jornalista Don Lemon na noite de quinta-feira, 29, em Los Angeles. A ação foi determinada pela procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi. O caso está ligado a manifestações contra o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) em Minnesota.
O ex-âncora da CNN acompanhava atos motivados pelas mortes de dois cidadãos americanos, Renée Good e Alex Pretti, ocorridas em operações da agência. O governo vincula Lemon a um incidente na Igreja Cities, em St. Paul. Manifestantes entraram no local durante um culto.
Segundo fontes, o pastor da congregação atua como agente do ICE. O grupo gritava palavras de ordem contra a instituição de imigração. Além de Lemon, outras três pessoas foram citadas por Bondi como envolvidas na ação coordenada no templo.
Divergências sobre a conduta jornalística
Don Lemon afirma que sua presença no local visava a cobertura jornalística dos fatos. O profissional acompanhava a manifestação quando entrou na igreja para observar o evento. Embora o governo federal tenha tentado indiciar oito indivíduos, o juiz do caso não incluiu o jornalista na lista inicial.
Bondi declarou sobre a operação: “Sob minhas ordens, agentes federais prenderam hoje de manhã Don Lemon, Trahern Jeen Crews, Georgia Fort e Jamael Lydell Lundy, em conexão com o ataque coordenado à Igreja Cities em St. Paul, Minnesota”.
O advogado de Lemon, que atua de forma independente desde sua saída da CNN em 2023, divulgou nota sobre a prisão. O texto afirma que o jornalista estava em Los Angeles para a cobertura do prêmio Grammy quando foi abordado pelos agentes.
Argumentos da defesa e liberdade de imprensa
A defesa sustenta que a atividade de Lemon em Minneapolis possui proteção constitucional. “Don é jornalista há 30 anos, e seu trabalho protegido constitucionalmente em Minneapolis não foi diferente do que ele sempre fez”, diz o comunicado do advogado.
A nota prossegue: “A Primeira Emenda existe para proteger jornalistas cujo papel é lançar luz sobre a verdade e responsabilizar os que estão no poder. Não há momento mais importante para pessoas como Don estarem fazendo esse trabalho”.
Os advogados questionam a prioridade do Departamento de Justiça ao focar recursos nesta prisão. A defesa afirma que as mortes de manifestantes pacíficos em Minnesota deveriam ser o objeto de investigação das autoridades federais.
O comunicado classifica a detenção como um ataque à liberdade de imprensa e uma tentativa de desviar o foco de crises governamentais. O jornalista pretende contestar as acusações formalmente perante o tribunal.
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Comentários (1)
Marian
30.01.2026 21:13Muito parcial e envolvido em outras controvérsias. Uma pena