Israel divulga número de palestinos mortos em Gaza

03.10.2026

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Israel divulga número de palestinos mortos em Gaza
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Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 30.01.2026 19:59 comentários
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Israel divulga número de palestinos mortos em Gaza

Levantamento das Forças Armadas aponta que um terço das mortes no conflito foi de civis atingidos por bombardeios

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Israel divulga número de palestinos mortos em Gaza
Soldados israelenses em Gaza. Reprodução/redes sociais

As Forças Armadas de Israel informaram nesta sexta-feira, 30, que as operações militares na Faixa de Gaza resultaram na morte de 25 mil civis palestinos. O dado integra um relatório sobre o conflito iniciado em outubro de 2023 e encerrado com o cessar-fogo no final do ano anterior.

O balanço militar indica a ocorrência de 71 mil óbitos totais no território palestino. Este número apresenta proximidade com as estatísticas do Ministério da Saúde local, gerido pelo grupo terrorista Hamas, que registra 71.667 mortes sem separar combatentes de civis.

De acordo com o relatório de Tel Aviv, o total de mortos compreende 25 mil integrantes de grupos armados e 25 mil civis vitimados por ataques aéreos. O documento atribui outras 6 mil mortes a ações do Hamas e 15 mil a causas naturais.

Os militares afirmam que os óbitos civis ocorreram durante as manobras de campo, mesmo com a adoção de medidas preventivas. Entre as ações citadas estão os avisos emitidos em língua árabe para que a população deixasse áreas de risco iminente.

Metodologia de identificação e baixas militares

Especialistas em Direito Internacional apresentam restrições a esses métodos de alerta, argumentando que os avisos não isentam a responsabilidade de preservar a vida civil. Relatos indicam falta de tempo para fuga ou ausência de locais seguros.

Sobre as baixas de combatentes, o Exército alega que o Hamas utilizava funções profissionais para ocultar atividades operacionais. Segundo a força militar, muitos mortos eram registrados como jornalistas, professores ou agentes de saúde.

Dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas indicam que este foi o período mais letal para a imprensa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza a morte de 22 4 profissionais de ajuda humanitária e saúde no enclave.

A agência da ONU para refugiados palestinos, UNRWA, concentrava a maior parte desses funcionários. O governo israelense proibiu a atuação da entidade no país, sob a acusação de que a organização cooperava com o Hamas.

O relatório militar aponta que 15 mil pessoas faleceram por questões naturais. O documento afirma que o Hamas utiliza casos de pacientes em estágio terminal ou idosos para compor narrativas sobre crises de desabastecimento de alimentos.

Contudo, um estudo da Universidade de Londres de 2025 registrou 8.000 mortes não violentas acima da média histórica. A pesquisa sugere que a ausência de medicamentos e a fome, confirmada por agências internacionais, contribuíram para o índice.

A conta oficial de Israel atribui 6.000 mortes palestinas ao Hamas. O número engloba falhas em lançamentos de mísseis da própria facção e execuções de indivíduos considerados dissidentes pelo grupo no poder em Gaza.

O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Rafael Rozenszajn, declarou que “a morte de civis de ambos os lados é muito trágica para nós e cada uma delas pesa”. Ele defende que os dados demonstram conduta responsável do Exército.

Rozenszajn afirmou que “mas o fato é que essa distinção dentro do contexto geral de 71 mil registros mostra que a responsabilidade sempre pautou as ações do Exército israelense”. O balanço sugere uma proporção de um civil morto para cada militar.

Contexto humanitário e desdobramentos diplomáticos

Pesquisas acadêmicas publicadas em julho de 2025 mostram que 56% das vítimas eram mulheres, crianças ou idosos. Analistas consideram improvável que todos os homens jovens contabilizados no restante das estatísticas fossem combatentes ativos.

Sobre as perdas humanas, o porta-voz militar disse que “em nenhum momento Israel negou que pessoas inocentes morreram em Gaza”, mas “vale lembrar que travamos uma guerra urbana em um território complexo e densamente povoado e em que os terroristas não só se misturam aos civis, como os utilizam como escudos humanos”.

A destruição de infraestrutura civil e a limitação de suprimentos levaram a Anistia Internacional a acusar Israel de genocídio. Tel Aviv e os Estados Unidos rejeitam a acusação, que tramita na Corte Internacional de Justiça.

O processo no tribunal internacional foi iniciado pela África do Sul e recebeu a adesão formal do Brasil em julho de 2025. O julgamento das ações militares e das declarações de autoridades israelenses segue sem decisão final.

O cessar-fogo atravessa um período de indefinição, depois que o último refém israelense mantido em Gaza foi reconhecido e repatriado.

O acordo prevê a reabertura da fronteira de Rafah com o Egito para o fluxo de auxílio humanitário e mercadorias. A etapa seguinte exige que o Hamas entregue o armamento e aceite uma administração tecnocrática supervisionada.

Moussa Abu Marzouk, líder do Hamas, afirmou em entrevista que a organização jamais aceitou o desarmamento.

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