Governo argentino recomenda evitar viagens a Cuba
Chancelaria divulga nota com recomendações aos cidadãos argentinos em meio à crise energética da ilha
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina divulgou nesta sexta-feira, 30, uma nota oficial recomendando aos cidadãos que evitem viajar à ilha de Cuba.
A recomendação foi feita em meio à crise energética no país e ao sufocamento imposto pelos Estados Unidos ao regime de Miguel Díaz-Canel.
“Diante da deterioração das condições de vida em Cuba, recomenda-se aos cidadãos argentinos evitar viagens turísticas à ilha. Se sugere a quem resida atualmente nesse país que se mantenham atentos à evolução da situação.
Registra-se falta de combustíveis, incluindo zonas turísticas, interrupções prolongadas de abastecimento de energia, afetações com o acesso de água corrente, escassez de alimentos e de medicamentos”, diz a nota oficial.
Tarifas
Na quinta, 29, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para impor tarifas adicionais sobre mercadorias importadas de países que vendem ou fornecem petróleo ao regime cubano.
A decisão de Trump visa aumentar a pressão sobre a ditadura de Miguel Díaz-Canel.
A ordem estabelece que qualquer país que forneça petróleo ou derivados de petróleo a Cuba, direta ou indiretamente, poderá estar sujeito a tarifas adicionais sobre suas exportações para o mercado americano.
A Casa Branca, contudo, não especificou quais seriam as alíquotas das tarifas nem apontou países específicos cujos produtos poderiam ser alvo da medida.
No texto, Trump afirmou que “as políticas, práticas e ações do Governo de Cuba constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos ”.
Petróleo
Uma reportagem publicada pelo Financial Times apontou que Cuba dispõe tem petróleo armazenado para apenas 15 a 20 dias, considerando nos níveis atuais de demanda e produção interna.
Os dados foram obtidos pela empresa de dados Kpler.
De acordo com a matéria, o México – principal fornecedor de petróleo ao regime cubano – avalia a possibilidade de cancelar o envio do material por receio de retaliação dos Estados Unidos.
Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, a Venezuela deixou de fornecer petróleo à ditadura de Miguel Díaz-Canel.
O cenário agravou a crise energética na ilha.
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