Como funciona a margem de erro dos radares e por que ela pode anular sua multa?
Veja como funciona, onde verificar e o que pode te livrar de pontos na carteira
A margem de erro dos radares de trânsito costuma gerar dúvidas entre condutores, especialmente quando a notificação de multa chega com poucos quilômetros por hora acima do limite. A legislação brasileira estabeleceu critérios específicos para essa tolerância, buscando equilibrar a fiscalização da velocidade com possíveis imprecisões dos equipamentos de medição e garantindo maior segurança jurídica ao motorista.
O que é margem de erro dos radares de velocidade?
A margem de erro dos radares é uma compensação técnica aplicada à velocidade medida pelo equipamento, pois nenhum aparelho de medição é absolutamente preciso. Para evitar que pequenas imprecisões prejudiquem o condutor, a legislação define um valor que deve ser descontado antes de caracterizar a infração.
Essa margem não é uma “folga” para dirigir acima do limite, mas um ajuste técnico que gera a chamada velocidade considerada, sempre igual ou menor que a velocidade medida. É essa velocidade considerada que será comparada ao limite da via para definir se houve infração.
Como a legislação define a margem de erro dos radares?
No Brasil, a margem de erro dos radares é regulamentada por resoluções do Contran e aplicada em todo o território nacional. A regra segue um padrão numérico que reduz automaticamente a velocidade registrada, sempre em favor do condutor.
Para facilitar a compreensão, veja os critérios básicos de forma objetiva:
Desconto de 7 km/h
Quando a velocidade medida é de até 100 km/h, aplica-se desconto fixo de 7 km/h.
Desconto mínimo de 7%
Para velocidades medidas acima de 100 km/h, o abatimento é de no mínimo 7%.
Velocidade considerada
A multa é sempre baseada na velocidade já descontada, nunca na velocidade medida.
Segurança jurídica
A margem existe para compensar variações técnicas e garantir autuações justas.
Como funciona a tolerância dos radares na prática?
Na prática, o sistema registra a velocidade e aplica automaticamente o desconto antes de verificar se houve infração. Em uma via de 60 km/h, se o radar medir 68 km/h, subtraem-se 7 km/h e a velocidade considerada será 61 km/h, valor usado para enquadrar ou não o excesso.
Em velocidades mais altas, aplica-se o percentual. Em uma rodovia de 110 km/h, se o radar medir 124 km/h, o desconto será de 7% sobre 124 km/h. O resultado, arredondado para km/h inteiro conforme a norma, é a velocidade considerada, e somente a partir dela a multa pode ser gerada.
Quais são os principais tipos de radar de velocidade?
A margem de erro vale para todos os equipamentos homologados pelo Inmetro, como radares fixos, móveis e portáteis. Eles devem passar por verificações periódicas para garantir precisão e funcionamento adequado.
Alguns radares registram a velocidade em um ponto exato e outros calculam velocidade média em trechos. Em qualquer caso, o processo segue a mesma lógica: medição, aplicação da margem, obtenção da velocidade considerada e comparação com o limite da via.

Como conferir multas e questionar a medição de radares?
Ao receber uma notificação por excesso de velocidade, o condutor pode verificar se a margem de erro foi aplicada corretamente. Normalmente, o documento traz velocidade medida, velocidade considerada e limite da via, permitindo conferência rápida.
Se houver indício de erro, o proprietário pode apresentar defesa prévia e recurso às Jaris, questionando sinalização, localização do radar e validade da verificação do Inmetro. Entender o funcionamento da margem de erro ajuda a interpretar notificações e a conduzir de forma mais consciente e alinhada às regras vigentes.
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