Qual é a origem da água da Terra? Novo estudo faz revelação surpreendente
O debate sobre a origem da água na Terra ganhou um novo capítulo com um estudo que analisou em detalhe o regolito lunar.
O debate sobre a origem da água na Terra ganhou um novo capítulo com um estudo que analisou em detalhe o regolito lunar, a fina camada de poeira e fragmentos de rocha que recobre a superfície da Lua.
O trabalho indica que meteoritos teriam contribuído com uma quantidade de água muito menor do que se imaginava para os oceanos terrestres, mas suficiente para explicar o gelo identificado em regiões sombrias do próprio satélite natural.
Qual é o papel dos meteoritos na origem da água terrestre
A hipótese clássica propõe que meteoritos e cometas ricos em compostos voláteis teriam trazido parte significativa da água para a Terra primitiva.
Esses corpos, especialmente meteoritos carbonáceos, abrigam minerais hidratados e moléculas que liberam água quando aquecidas.
O novo estudo, porém, mostra que o fluxo de meteoritos ricos em água, inferido a partir do registro lunar, não explica o volume atual dos oceanos.
Os cálculos indicam que esse aporte representa apenas alguns poucos por cento da água terrestre, reforçando a ideia de que grande fração da água já estaria ligada à formação inicial da Terra ou a outros processos internos.
A ORIGEM DA LUA E A ORIGEM DA VIDA NA TERRA!!!
— Sacani (Space Today) – AKA Gordão Foguetes (@SpaceToday1) September 15, 2025
Um novo estudo forneceu evidências convincentes de que a Terra, logo após sua formação, estava inicialmente seca e sem vida, sem os blocos de construção essenciais para a vida, como água e compostos orgânicos.
Usando medições… pic.twitter.com/2nhRquOLKe
Como o regolito lunar registra a chegada de água ao sistema Terra-Lua
O regolito lunar funciona como um arquivo geológico que preserva detritos de impactos ao longo de bilhões de anos. Diferente da Terra, cuja superfície foi remodelada por tectonismo e erosão, a Lua mantém quase intactos os vestígios dos antigos impactores.
No estudo recente, amostras das missões Apolo foram analisadas com foco em isótopos triplos de oxigênio, permitindo separar material lunar de fragmentos de meteoritos.
Os pesquisadores concluíram que cerca de 1% do regolito é formado por meteoritos carbonáceos, justamente os que costumam carregar água em sua estrutura mineral.
O que o estudo revela sobre a água na Lua e na Terra
Ao converter a fração de meteoritos em volumes de água, os cientistas observaram que o fluxo é insuficiente para explicar os oceanos terrestres, mas compatível com o gelo preservado em trampas frias lunares nos polos.
Essa diferença de escala ajuda a separar a origem dos grandes corpos de água da Terra da origem do gelo lunar. Assim, os meteoritos parecem ter papel limitado na água dos oceanos, mas relevante para o estoque congelado na Lua.
Esse gelo é visto como recurso estratégico para futuras bases lunares, podendo ser usado para consumo humano, produção de combustível e suporte a missões de longa duração.
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Quais são as implicações para o entendimento do sistema Terra-Lua
Os resultados sugerem que a Lua registra, de forma detalhada, a evolução do ambiente de impactos no interior do sistema solar.
Ao comparar amostras lunares e meteoritos, é possível reconstruir quais tipos de corpos celestes contribuíram com água ao longo de quase 4 bilhões de anos.
Essa abordagem coloca mais peso em cenários em que a Terra já retinha água desde sua formação, possivelmente no manto ou no material do disco protoplanetário.
A contribuição tardia de meteoritos e cometas passa a ser vista como complemento, e não como fonte principal dos oceanos.
Quais caminhos de pesquisa ajudam a esclarecer a origem da água
Com o regolito lunar atuando como repositório de material externo, novas investigações podem refinar modelos sobre a formação de planetas rochosos e a distribuição de água no sistema solar interno.
Diversas linhas de estudo se tornam prioritárias para conectar melhor dados lunares, terrestres e de outros corpos.
- Mapear com mais detalhe o conteúdo de água no regolito em diferentes regiões da Lua.
- Comparar assinaturas isotópicas de amostras lunares com meteoritos encontrados na Terra.
- Investigar se asteroides e cometas exibem padrões compatíveis com a água terrestre.
- Integrar essas evidências a modelos que considerem água já presente no interior da proto-Terra.
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