Justiça reabre processo contra Marilyn Manson por abuso sexual
Decisão baseada em nova lei estadual permite que denúncias anteriormente prescritas voltem a ser analisadas pelo Poder Judiciário
O juiz Steve Cochran, do Tribunal Superior de Los Angeles, determinou a retomada de uma ação judicial contra o músico Brian Hugh Warner, conhecido como Marilyn Manson. O processo tinha sido arquivado anteriormente sob a justificativa de prescrição dos fatos narrados na denúncia.
A revisão do caso ocorre devido à entrada em vigor de uma norma que estabelece um período de dois anos para a reabertura de processos de natureza sexual. A autora do pedido, Ashley Walters, solicitou a reconsideração judicial em janeiro, amparada pela nova diretriz legal da Califórnia.
O magistrado afirmou ter analisado a questão com rigor antes de permitir o prosseguimento do julgamento contra o artista americano. “Acredito que a lei reativa a ação. Vocês estão a caminho [do julgamento] novamente”, declarou Cochran durante a audiência.
Walters atuou como assistente na gravadora de Manson entre 2010 e 2011 e apresentou a queixa original no ano de 2021. A acusação detalha episódios de violência sexual, agressões físicas e a obrigação de realizar o transporte de entorpecentes para o músico.
A fotógrafa também relatou que o cantor exibia vídeos de abusos contra terceiros e mantinha condutas hostis no ambiente profissional. Brian Warner, atualmente com 57 anos, nega as alegações por meio de sua representação jurídica e contesta a validade da ação.
Posicionamento da defesa e outras denúncias
O advogado Howard King afirmou que a queixa não terá êxito jurídico por não atender aos requisitos específicos do código penal local. Segundo King, a nova lei não permite a inclusão de acusações inéditas nem valida processos fora da definição estrita de agressão sexual.
Em nota enviada à imprensa, o advogado assegurou que “o fato inegável é que Warner nunca cometeu nenhuma agressão sexual”. A defesa argumenta que as queixas sobre o ambiente de trabalho são irrelevantes para o novo enquadramento jurídico do caso.
Além de Walters, o artista é alvo de denúncias feitas pelas atrizes Esmé Bianco e Evan Rachel Wood, sua ex-companheira.
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