MDB rompe com Jorginho Mello após escolha de vice
Sigla deixou gestão após governador de Santa Catarina anunciar prefeito de Joinville como vice na chapa à reeleição
O diretório do MDB em Santa Catarina anunciou na noite de segunda, 26, o rompimento com a gestão do governador Jorginho Mello (PL).
A medida foi tomada após Mello oficializar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice-governador em sua chapa à reeleição neste ano.
Em 2024, Silva foi reeleito no primeiro turno com 78% dos votos em Joinville, a maior cidade do estado.
Traição?
Até então, o nome mais cotado para a vaga era o deputado federal licenciado Carlos Chiodin, presidente do MDB em Santa Catarina, que comandava a Secretaria Estadual de Agricultura.
Segundo Chiodini, o partido seguirá de forma independente na construção de um “projeto próprio” para as eleições deste ano.
Em nota pública, o MDB afirmou que abrirá diálogo com outras legendas que compartilhem “dos mesmos princípios, valores e ideais emedebistas”. De acordo com O Globo, uma eventual aliança poderia envolver PSD, União Brasil e Progressistas (PP).
“A sigla reafirma que seguirá apoiando, no âmbito do Poder Legislativo, todos os projetos que sejam de interesse do Estado e da população catarinense, mantendo sua postura de responsabilidade institucional, mesmo que esteja se desvinculando do atual Governo”, afirmou o diretório comandado por Chiodini.
Nesse cenário, ganha força a possibilidade de uma coalizão em torno do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo estadual, que se apresenta como representante da chamada “direita real”.
Quebra de confiança?
Em outubro do ano passado, em entrevista à rádio Jovem Pan, Jorginho Mello afirmou que a composição de sua chapa seria definida em conjunto com o MDB.
A escolha por Adriano Silva, no entanto, pegou de surpresa a cúpula estadual do partido.
“A vice será do MDB, já está tudo encaminhado. Não tem muito estresse. É só esperar um pouquinho. Vamos cuidar do estado de Santa Catarina“, disse Mello, em 2025.
Antes disso, em fevereiro de 2025, a aproximação entre Jorginho e o MDB já havia causado incômodo entre bolsonaristas aliados ao governador.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) foi uma das que questionaram se o “critério” para a escolha do vice estaria relacionado ao alinhamento com o governo do presidente Lula (PT).
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