EUA condicionam garantias a acordo territorial
Acordo de paz segue sendo negociados pelos EUA enquanto Rússia atrai combatentes da Ásia, África e Oriente Médio
O governo ucraniano informou que um texto preliminar de garantias de segurança apoiado pelos Estados Unidos está pronto para assinatura após rodadas discretas de negociação realizadas nos Emirados Árabes Unidos.
O documento, segundo Kiev, estabelece compromissos militares e políticos a serem ativados em caso de novo ataque russo e prevê etapas formais de ratificação nos parlamentos dos dois países.
A divulgação ocorre num momento em que Washington discute internamente até onde está disposto a ir para viabilizar um acordo de cessar-fogo duradouro.
Reportagem do Financial Times revelou que autoridades americanas vêm vinculando essas garantias à possibilidade de um acordo de paz que envolva concessões territoriais por parte da Ucrânia, especialmente na região de Donbas.
De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a proposta em debate incluiria a aceitação de uma linha de controle próxima à atual frente de combate em troca de compromissos de defesa de longo prazo e apoio militar continuado em tempos de paz.
O governo dos Estados Unidos afirma que não impõe termos e que qualquer decisão cabe a Kiev.
Só que a ideia de atrelar garantias de segurança a concessões territoriais estaria gerando resistência dentro da própria Ucrânia, onde o tema é politicamente sensível após quase quatro anos de guerra.
O presidente Volodymyr Zelensky reiterou que não reconhece a perda de territórios ocupados pela Rússia e que qualquer acordo precisa preservar a soberania do país, ainda que admita negociações graduais para reduzir a intensidade do conflito.
Enquanto a diplomacia tenta avançar, o reforço constante das frentes de combate alimenta a desconfiança em Kiev e dificulta a aceitação de qualquer acordo que envolva a formalização de perdas territoriais.
Uma investigação da Associated Press mostrou que a Rússia intensificou o recrutamento de criminosos presos e estrangeiros para suas forças armadas, oferecendo salários elevados, promessas de cidadania e contratos pouco claros.
Muitos desses combatentes, vindos da Ásia, da África e do Oriente Médio, relatam terem sido enganados sobre as condições reais na frente de combate.
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Comentários (1)
Até quando o genocídio contra a Ucrânia vai continuar? Até quando ditadores sanguinários permanecerão impunes?