União Europeia e Índia fecham acordo comercial histórico

25.07.2026

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União Europeia e Índia fecham acordo comercial histórico

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 27.01.2026 09:42 comentários
Economia

União Europeia e Índia fecham acordo comercial histórico

Acordo comercial histórico entre europeus e indianos, após anos de negociação, foi acelerado por ações de Trump

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 27.01.2026 09:42 comentários 0
União Europeia e Índia fecham acordo comercial histórico
Imagem: reprodução X @vonderleyen

A União Europeia e a Índia fecharam um acordo de livre comércio após anos de negociação e que teve como um de seus catalisadores as novas tarifas anunciadas pelo governo Donald Trump.

O entendimento foi concluído em Nova Delhi e busca reduzir barreiras em setores sensíveis como automóveis, bebidas, têxteis, produtos farmacêuticos e bens industriais, além de ampliar o acesso a serviços e compras governamentais.

Pelo texto acertado, as tarifas sobre carros e autopeças serão cortadas de forma gradual, abrindo espaço para fabricantes europeus em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Em troca, a Índia garante condições mais favoráveis para exportações de têxteis, calçados, produtos químicos e itens agrícolas processados.

O acordo prevê liberalização tarifária ampla e escalonada, com 96,6% das exportações da União Europeia para a Índia e cerca de 99% das exportações indianas para o mercado europeu, passando a ter tratamento preferencial ao longo de até sete anos.

Estimativas oficiais indicam economia anual de cerca de 4 bilhões de euros em impostos de importação para empresas europeias. O comércio bilateral de bens, hoje próximo de 120 bilhões de euros por ano, soma-se a um fluxo de serviços em torno de 60 bilhões de euros.

No setor automotivo, tarifas da Índia que chegavam a 110% serão reduzidas gradualmente, podendo cair para patamares próximos de 10% em determinados segmentos e dentro de cotas.

Impostos sobre vinhos e destilados, hoje em torno de 150%, terão cortes iniciais para cerca de 75%, com reduções adicionais previstas, um ponto sensível para países como França e Itália.

Produtos têxteis, couro, joias, químicos e itens industriais indianos terão acesso facilitado ao mercado europeu, enquanto o acordo também cobre serviços, compras públicas e regras regulatórias, envolvendo um mercado combinado de quase 2 bilhões de consumidores.

Autoridades da União Europeia e da Índia tratam o pacto como uma resposta prática ao avanço do protecionismo em outras frentes. Com os Estados Unidos subindo tarifas e revendo compromissos comerciais, Bruxelas aposta em parcerias que garantam previsibilidade para empresas e investidores.

Para Nova Délhi, o acerto ajuda a diversificar destinos de exportação e a atrair investimentos em setores ligados à transição energética, tecnologia e manufatura avançada.

O acordo vai além de tarifas. Há capítulos sobre propriedade intelectual, padrões sanitários, sustentabilidade ambiental e direitos trabalhistas. A versão final busca acomodar interesses políticos internos, sobretudo na Índia, onde a abertura agrícola sempre enfrentou resistência.

A União Europeia aceitou prazos mais longos em alguns segmentos, enquanto obteve compromissos de maior transparência regulatória.

Estudos citados por governos e instituições independentes indicam ganhos de renda, redução de custos para consumidores e maior integração industrial, embora efeitos variem entre países e setores.

Os próximos passos são a revisão legal e tradução, que pode demorar até 6 meses, passando então para a assinatura formal, ainda em 2026, indo para a aprovação pelo Parlamento Europeu e Conselho da UE, e ratificação pela Índia. A implementação é esperada para o início de 2027.

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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