Por que o mar está mais quente neste verão
O verão de 2026 no Brasil chama atenção pela combinação de calor extremo em terra e recordes de temperatura no Atlântico Sul
O verão de 2026 no Brasil chama atenção pela combinação de calor extremo em terra e recordes de temperatura no Atlântico Sul, onde o mar está vários graus acima da média histórica em trechos da costa, acumulando grande quantidade de energia e alterando a dinâmica oceânica com impactos diretos no clima e no cotidiano.
Como está a temperatura do mar no Brasil
A temperatura do mar no Brasil, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul, tem ficado de 1°C a 2°C acima da média em vários períodos do verão.
Em áreas como a costa do Rio de Janeiro, são comuns leituras acima de 28°C, bem acima do padrão histórico observado por satélites há mais de 40 anos.
No Atlântico Sudoeste, próximo à Argentina, as anomalias são ainda maiores, indicando muito calor armazenado na superfície.
Desde 2023, a superfície dos oceanos registra uma sequência de meses com aquecimento recorde, mantendo em 2024 e 2025 patamares inéditos em grande parte dos mares do planeta.

Por que a temperatura do mar no Brasil está tão alta
O aquecimento do mar resulta da soma entre aquecimento global, mudanças nas correntes, variabilidade natural e fenômenos como o El Niño.
Estudos também avaliam se o Atlântico Sul estaria liberando hoje mais calor para a atmosfera do que em décadas anteriores.
O El Niño é um aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial que altera padrões de vento e chuva em escala global, influenciando também o Atlântico Tropical.
Ele tende a modificar correntes, reforçar ondas de calor oceânicas e reorganizar a distribuição de calor entre oceano e atmosfera.
- Aquecimento global: aumenta de forma contínua a energia acumulada nos mares.
- El Niño: aquece o Pacífico Equatorial e altera ventos e chuvas, afetando o Atlântico.
- Correntes marinhas: mudanças de rota e intensidade retêm calor na superfície.
- Armazenamento de energia: possível fase de maior liberação de calor pelo oceano.
Quais impactos o mar mais quente traz para o clima costeiro
O primeiro efeito nas cidades litorâneas é o enfraquecimento da brisa marítima. Com mar e terra muito quentes, a diferença de temperatura diminui, o fluxo de ar se altera e o vento do oceano perde força, aumentando a sensação de abafamento nas áreas costeiras.
O mar aquecido também intensifica a evaporação, gerando mais umidade na atmosfera.
Esse “combustível” extra pode reforçar tempestades quando interage com frentes frias ou áreas de baixa pressão, aumentando o risco de episódios de chuva extrema, enxurradas e deslizamentos em regiões vulneráveis.
Como o mar mais quente influencia o futuro do clima no Brasil
A persistência de anomalias positivas de temperatura do mar no Brasil sugere maior frequência de ondas de calor em terra.
Há tendência de mais noites quentes e de eventos de chuva intensa quando a atmosfera estiver favorável, sobretudo em áreas urbanas densamente ocupadas.
Esse cenário torna essencial o avanço em monitoramento e sistemas de alerta.
Modelos numéricos, satélites e boias oceânicas ajudam a acompanhar tanto a superfície do mar quanto a formação de tempestades severas, permitindo planejamento urbano e ações de defesa civil mais eficientes.
Por que entender o aquecimento do mar é fundamental para o Brasil
O mar aquecido deixou de ser um fenômeno esporádico e aparece com mais regularidade nas séries recentes.
Para a comunidade científica, compreender ritmo, causas e impactos desse aquecimento tornou-se central em um contexto de cidades costeiras densas e vulneráveis.
Ao integrar dados sobre oceano, atmosfera e fenômenos como o El Niño, pesquisadores buscam apoiar estratégias de adaptação, revisão de infraestrutura e políticas públicas.
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