ONG denuncia repressão, prisões e mortes no Irã
Levantamento de organização internacional registra milhares de mortes em meio a bloqueio de comunicações e ameaça de intervenção estrangeira
De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sediada nos Estados Unidos, 5.848 pessoas foram mortas durante as manifestações no Irã, motivadas pelo aumento do custo de vida e a rejeição ao regime teocrático. O grupo monitora a repressão estatal aos atos iniciados no fim de dezembro, que questionam o sistema estabelecido desde a revolução de 1979.
Segundo O Globo, entre as fatalidades confirmadas pela organização, constam 209 integrantes das forças estatais de segurança. Outras 17.091 mortes potenciais passam por processo de verificação por investigadores independentes para determinar a dimensão real do confronto.
O volume de prisões efetuadas pelas autoridades locais alcançou a marca de 41.283 pessoas até o momento. O governo iraniano apresenta dados divergentes sobre a crise interna, informando um balanço oficial de 3.117 óbitos na última semana.
Teerã atribui a maioria dessas mortes a ações de grupos classificados como vândalos, atingindo transeuntes e policiais. Entidades de direitos humanos contestam a versão oficial e acusam agentes públicos de disparar contra os participantes dos protestos.
Observadores internacionais indicam que o acesso à rede mundial de computadores permanece interrompido desde o dia 8 de janeiro. A medida visa limitar a circulação de registros e imagens sobre a atuação das forças de controle.
O grupo Netblocks atesta que a restrição digital busca mascarar a gravidade das operações contra a população civil. Canais de televisão no exterior citam números de vítimas ainda superiores aos levantamentos das ONGs.
O canal Iran International mencionou a possibilidade de 36.500 mortes em um intervalo de apenas dois dias em janeiro. Tal dado carece de confirmação imediata por agências de checagem devido às barreiras de comunicação impostas no país.
Trump avisou: “Estamos vigiando o Irã”
O governo dos Estados Unidos mantém o posicionamento de utilizar força militar no país persa se julgar necessário para conter a situação. Uma frota da Marinha americana foi enviada para as proximidades da região como sinal de prontidão.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln compõe o contingente deslocado por Washington para as águas próximas ao território iraniano. A movimentação ocorre após ataques anteriores a estruturas nucleares e programas de mísseis balísticos de Teerã.
Donald Trump declarou que monitora a situação de forma permanente para definir os próximos passos da política externa na região. O republicano manifestou a intenção de observar o desenrolar dos fatos antes de novas ordens.
“Estamos vigiando o Irã”, afirmou o presidente dos Estados Unidos durante pronunciamento sobre o estado das tensões. O monitoramento ocorre em resposta direta ao movimento que abala a estrutura política da República Islâmica.
Trump detalhou a conduta adotada por sua gestão perante os episódios de violência registrados no Oriente Médio: “Prefiro que nada aconteça, mas estamos vigiando muito de perto”, afirmou o mandatário americano.
Esmail Baqai, porta-voz da diplomacia em Teerã, declarou que o país possui meios próprios para garantir a segurança de suas fronteiras. A chegada do porta-aviões não alteraria os planos de defesa e a seriedade do governo local.
“A chegada de um navio de guerra desse tipo não afetará a determinação e a seriedade do Irã para defender a nação”, afirmou Baqai.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)