Ela largou o apartamento de 50 metros e hoje vive melhor assim
Modelo compacto tem projetor no teto, ar-condicionado e banheiro estilo japonês
Em plena era em que pagar aluguel virou desafio em muitos países, as chamadas casas cápsula aparecem como uma alternativa curiosa e cada vez mais real. A partir da história de um fabricante espanhol que vive e trabalha com essas microcasas, surgem vários detalhes que ajudam a entender por que morar em poucos metros quadrados deixou de ser exceção e começou a virar plano de vida.
O que é, na prática, viver em uma casa cápsula?
As casas cápsula são módulos compactos, com foco em aproveitar cada centímetro e reduzir custos de moradia sem abrir mão de conforto básico. O modelo mais simples apresentado na reportagem tem cerca de 15 m² e custa em torno de 32.900 €, com iluminação em LED e estrutura pensada para funcionar como um “pisito” completo.
Apesar do tamanho reduzido, esses espaços integram sala, quarto e, em alguns casos, cozinha, com direito a projetor, ar-condicionado e acabamentos modernos. Para quem vem de aluguéis altos, a ideia de trocar um quarto em apartamento compartilhado por uma cápsula própria acaba se tornando mais atraente, principalmente quando o objetivo é independência.

Por que as casas cápsula chamam tanto a atenção hoje?
O pano de fundo é o aumento do preço da moradia, tanto na compra quanto no aluguel, especialmente em grandes cidades como Madri ou Barcelona. Há relatos de pessoas pagando 900 € por um quarto, enquanto um apartamento de cerca de 50 m² pode chegar a 850.000 €, cenário que empurra muitos jovens adultos de volta para a casa dos pais.
Nesse contexto, uma cápsula de 15 m² por pouco mais de 30.000 € ou modelos maiores de 38 m² por 69.000 € passam a ser vistos como solução viável. Em alguns casos, o projeto completo, com terreno e ampliação futura com outras cápsulas, é calculado em torno de 70.000 a 80.000 €, valor que entra na conta de quem não consegue bancar um imóvel tradicional.
Quais são os principais usos dessas microcasas?
O fabricante começou a carreira fazendo casetas de cachorro em um garaje e hoje envia casas cápsula até para a Alemanha. Com o tempo, as estruturas evoluíram para modelos modulares que podem ser unidos, criando casas de 40, 120 ou até 160 m², quase como um lego imobiliário.
Além do uso como moradia, as cápsulas servem para diferentes finalidades:
- Glamping e hotéis com unidades de frente para lagos e piscinas comunitárias
- Campings com vistas abertas e foco em turismo e lazer
- Colivings para idosos com unidades de 38 m² e prédio central de 300-400 m² para áreas comuns
- Segunda casa com vista para o mar ou campo
Quer ver como é por dentro? Abaixo um tour completo pela casa cápsula:
Que detalhes tecnológicos surpreendem nas casas cápsula?
Uma parte que costuma chamar atenção são os banheiros e a tecnologia embutida. O fabricante adaptou componentes de fornecedores chineses, ajustando materiais para o padrão da União Europeia e incluindo soluções pouco comuns em casas tradicionais espanholas. Os banheiros de cerca de 4 m² têm sistema que preaquece o ambiente e funciona como exaustor.
Entre as curiosidades, aparecem inodoros no estilo japonês, com assento aquecido, jatos de água ajustáveis, secagem com ar quente e tampa automática. Os vidros especiais custam entre 50.000-60.000 € se produzidos na Espanha, com controle solar, isolamento e vidro temperado duplo. Projetores integrados no teto transformam a cápsula em mini sala de cinema com telas de até 2,5 m.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)