Diretor espanhol reclama de brasileiros na campanha do Oscar
Oliver Laxe afirmou que membros do Brasil votariam até em um sapato
O diretor espanhol Oliver Laxe, responsável por Sirat, provocou controvérsia ao ironizar os votantes brasileiros da Academia após a indicação de O Agente Secreto ao Oscar 2026. Em entrevista ao apresentador David Broncano no programa La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE, o executivo afirmou que os brasileiros votariam até em um sapato, desde que fosse do país.
“Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse o cineasta, durante a transmissão ao vivo do talk show que coincidia com o anúncio dos indicados. A declaração gerou repercussão nas redes sociais.
Apenas 70 brasileiros estão aptos a votar no Oscar
Apesar da provocação, os dados da própria Academia indicam que menos de 70 brasileiros estão entre os 10 mil membros votantes da premiação. Na mesma entrevista, o diretor tentou adotar um tom mais conciliador ao comentar sobre a importância das premiações.
“Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes”, afirmou Laxe, que tem se destacado com Sirat, indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som.
Qual a história do filme de diretor que brigou com brasileiros?
Sirat acompanha a jornada de um pai e seu filho em busca da filha desaparecida nas montanhas do Marrocos. Em meio a festas eletrônicas e cenários desérticos, os personagens enfrentam a exaustão física e emocional enquanto procuram por respostas. O longa é uma das apostas da Espanha na atual temporada de premiações.
Já O Agente Secreto, representante brasileiro no Oscar, disputa em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Seleção de Elenco. O filme é dirigido por Kleber Mendonça Filho. O longa-metragem segue Marcelo (Wagner Moura), um professor especialista em tecnologia que foge de São Paulo para Recife em 1977, durante a Ditadura Militar, buscando recomeçar a vida e fugir de seu passado perigoso.
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