Cuba mantém prisão perpétua de ex-ministro da Economia
Caso é considerado o de maior repercussão na ilha desde 1989, quando o General Arnaldo Ochoa foi executado por tráfico de drogas
A Justiça de Cuba confirmou neste sábado, 24, a prisão perpétua do ex-ministro da Economia Alejandro Gil (foto), condenado por espionagem e crimes financeiros.
Os tribunais rejeitaram os recursos da defesa e mantiveram “integralmente ambas as sentenças, sem qualquer modificação”.
Gil, de 61 anos, também foi condenado a 20 anos de prisão em um segundo julgamento por corrupção passiva, tráfico de influências e evasão fiscal.
A defesa havia recorrido de ambas as condenações, sem sucesso. Nenhuma autoridade cubana comentou oficialmente a decisão.
Nos julgamentos sigilosos realizados em novembro, Gil foi considerado culpado de “suborno, roubo e dano a documentos ou outros objetos sob custódia oficial, violação de selos oficiais e descumprimento das normas de proteção de documentos confidenciais”.
Segundo a sentença, ele teria disponibilizado informações sigilosas a serviços de um “inimigo”.
O ex-ministro foi próximo do líder cubano Miguel Díaz-Canel, no poder desde 2018, e chefiou o Ministério da Economia e Planejamento entre julho de 2018 e fevereiro de 2024.
Ele esteve à frente de uma reforma monetária em 2021 que substituiu o peso conversível por uma moeda virtual.
O caso é considerado o de maior repercussão em Cuba desde 1989, quando o General Arnaldo Ochoa, herói da Revolução de Fidel Castro, foi executado por tráfico de drogas. Desde sua destituição, Gil não apareceu mais em público.
As autoridades não divulgaram qual país ou entidade teria se beneficiado das ações de espionagem atribuídas ao ex-ministro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)