Escândalo do Resort Tayayá: Partido Novo vai denunciar Toffoli à PGR
Partido vai ingressar com uma notícia crime na Procuradoria-Geral da República para pedir investigação sobre as ligações do ministro com o resort
O partido Novo vai ingressar nesta semana com uma notícia crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que Paulo Gonet investigue as supostas relações do ministro Dias Toffoli com o Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), no interior do Paraná.
Reportagem do portal Metrópoles desta quarta-feira revelou que funcionários do empreendimento tratam o resort como de propriedade do ministro. Além disso, desde 2022, Toffoli viajou pelo menos 168 dias desde dezembro de 2022. Nessas viagens, as diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais os cofres públicos. Este portal também relembrou, nesta quinta, que Toffoli usou até mesmo voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para dar uma ‘esticadinha’ no local.
“A inação de Paulo Gonet já é histórica, não é de hoje. Inanição contra crime de corrupção, porque contra perseguidos políticos do regime ele aceita denúncia até de forma apócrifa ou de forma irregular feita, por exemplo, por parlamentares do PT contra parlamentares da oposição. Aí ele age, e age rapidinho”, disse o deputado Marcel Van Hattem em entrevista ao programa Meio-Dia em Brasília desta quinta-feira.
“Até agora não houve ação nenhuma de Paulo Gonet e estamos protocolando uma notícia crime na PGR para que aquele, que é o fiscal da lei e faça essa investigação, promova o início dos trabalhos processuais para que o ministro Dias Toffoli responda por todas essas denúncias que estão sendo levantadas e cada vez com as mais fartas provas”, declarou o parlamentar.
Ainda segundo Van Hattem, há semelhanças entre o escândalo do Sítio de Atibaia, revelado pela Lava Jato, envolvendo o presidente Lula, e agora o resort de Toffoli.
“Eu encontro uma relação direta com o que aconteceu no passado, uma relação se semelhança não só na questão do Lula, como na relação espúria entre outros ministros da Suprema Corte, incluindo o próprio ministro Dias Toffoli, com empresas privadas, agora no caso do Banco Master, com empreiteiras como no caso do ‘Amigo, do Amigo do meu pai’ da Odebrecht”, afirmou Hattem.
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