Primeira galáxia 'gêmea' da Via Láctea nem deveria existir de tão antiga

22.01.2026

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Primeira galáxia ‘gêmea’ da Via Láctea nem deveria existir de tão antiga

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Primeira galáxia ‘gêmea’ da Via Láctea nem deveria existir de tão antiga

Entre as muitas formas que as galáxias podem assumir, as chamadas galáxias barradas ocupam um lugar central nos estudos de evolução cósmica.

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Primeira galáxia ‘gêmea’ da Via Láctea nem deveria existir de tão antiga
Primeira galáxia 'gêmea' da Via Láctea nem deveria existir de tão antiga. Créditos: depositphotos.com / Rastan

Entre as muitas formas que as galáxias podem assumir, as chamadas galáxias barradas ocupam um lugar central nos estudos de evolução cósmica.

Esse tipo de galáxia em espiral apresenta uma faixa luminosa de estrelas atravessando o núcleo, de onde se estendem os braços espirais, como ocorre na própria Via Láctea, tornando esse modelo especialmente relevante para compreender a organização do universo.

O que é uma galáxia espiral barrada

Uma galáxia barrada é uma galáxia em espiral que exibe uma estrutura central alongada, semelhante a uma barra, composta por estrelas, gás e poeira.

Em vez de os braços surgirem diretamente do núcleo, eles se originam nas extremidades dessa barra, o que altera o fluxo de matéria e a dinâmica interna do sistema.

Essa barra funciona como um mecanismo de transporte, canalizando gás em direção ao centro, onde pode alimentar um buraco negro supermassivo ou desencadear surtos de formação estelar.

Sua presença costuma indicar que a galáxia atingiu certo grau de maturidade dinâmica e de ordem estrutural ao longo de bilhões de anos.

Por que a galáxia COSMOS-747706 é importante

COSMOS-747706 ganhou destaque por ser apontada como a galáxia barrada mais antiga já confirmada, com barra iniciando sua formação há cerca de 11,5 bilhões de anos.

Isso corresponde a apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang, quando muitos modelos previam galáxias ainda caóticas e irregulares.

Esse objeto mostra que a “organização cósmica” pode ter ocorrido mais rápido do que se imaginava, com discos estáveis e barras definidas surgindo cedo no universo.

A comparação com a Via Láctea ajuda a investigar se nossa galáxia seguiu um caminho comum ou se pertence a um grupo mais raro de sistemas que desenvolveram barras precoces.

Como a COSMOS-747706 foi identificada

A confirmação de COSMOS-747706 como galáxia espiral barrada exigiu o uso combinado de grandes observatórios no infravermelho.

Dados do Telescópio Espacial James Webb e do telescópio Keck I, no Havaí, permitiram alcançar a resolução necessária para enxergar detalhes de um objeto tão distante, atravessando poeira e luz esticada pela expansão cósmica.

Para determinar idade e distância, a equipe analisou o redshift com técnicas espectroscópicas, identificando linhas de elementos químicos e corrigindo distorções de lente gravitacional.

Assim, foi possível garantir que a barra observada não era um artefato visual, mas uma estrutura real do sistema.

Leia também: Albert Einstein: “Uma vida tranquila e modesta traz mais felicidade do que a busca constante pelo sucesso”

O que COSMOS-747706 revela sobre o universo jovem

A existência de uma galáxia barrada antiga como COSMOS-747706 indica que estruturas complexas podem surgir em intervalos relativamente curtos em escala cosmológica.

Modelos de formação de galáxias precisam agora explicar como grandes quantidades de gás se organizaram tão cedo em discos estáveis e barras eficientes no transporte de matéria.

A presença da barra mostra que a galáxia já era capaz de redistribuir seu material interno e modular a formação de estrelas, funcionando como um “teste de estresse” para simulações numéricas do universo primordial. Se um modelo não gera barras em épocas tão remotas, ele precisa ser ajustado.

Quais são os próximos passos nas pesquisas sobre galáxias barradas antigas

Pesquisas futuras buscarão outros exemplos de galáxia espiral barrada no universo primordial para saber se COSMOS-747706 é um caso raro ou parte de um padrão comum.

Esses estudos usarão observações profundas em múltiplos comprimentos de onda e simulações mais refinadas.

Entre os focos principais das próximas investigações científicas sobre essas galáxias destacam-se:

  • Mapear quantas galáxias barradas existem em diferentes épocas cósmicas.
  • Entender como barras influenciam a alimentação de buracos negros supermassivos.
  • Comparar a evolução de galáxias barradas com a da Via Láctea.
  • Aprimorar simulações para reproduzir barras em fases muito jovens do universo.
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