Múmia chinesa perfumada de 800 anos desafia a ciência moderna

21.01.2026

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Múmia chinesa perfumada de 800 anos desafia a ciência moderna

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4 minutos de leitura 20.01.2026 19:23 comentários
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Múmia chinesa perfumada de 800 anos desafia a ciência moderna

O estudo sobre a chamada “múmia de Changzhou” tem despertado interesse por reunir preservação excepcional, uso de tecnologia científica moderna e rico contexto histórico, permitindo analisar embalsamamento, genética, saúde e dieta de um nobre da Dinastia Song sepultado no século XIII. O que torna a múmia de Changzhou relevante para a pesquisa científica? A múmia...

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Múmia chinesa perfumada de 800 anos desafia a ciência moderna
Imagem ilustrativa de uma múmia - Créditos: depositphotos.com / membio

O estudo sobre a chamada “múmia de Changzhou” tem despertado interesse por reunir preservação excepcional, uso de tecnologia científica moderna e rico contexto histórico, permitindo analisar embalsamamento, genética, saúde e dieta de um nobre da Dinastia Song sepultado no século XIII.

O que torna a múmia de Changzhou relevante para a pesquisa científica?

A múmia de Changzhou se destaca por manter órgãos internos e tecidos relativamente preservados, ao contrário de achados em que restam apenas ossos.

Isso viabiliza exames de imagem, análises paleo-patológicas, genéticas e nutricionais, oferecendo um panorama raro da vida e da morte na elite da Dinastia Song.

Os dados indicam um indivíduo de alta posição social, com acesso a alimentos de qualidade e produtos de luxo.

A múmia se tornou referência por integrar, em um único corpo, informações sobre status social, saúde, dieta, genética e rituais funerários de um período economicamente próspero da história chinesa.

Múmia chinesa perfumada de 800 anos desafia a ciência moderna – Cortesia de Wen Shaoqing ao Global Times

Como funcionavam as técnicas de mumificação na Dinastia Song?

Nas técnicas de embalsamamento chinesas medievais observadas na múmia de Changzhou, os órgãos foram mantidos in situ e preenchidos com substâncias conservantes em vez de serem removidos, como no Egito Antigo.

Evidências indicam a introdução de mercúrio e cinábrio na cavidade intestinal, provavelmente por procedimento semelhante a um enema.

Também foram identificados óleos perfumados de incenso, âmbar cinzento e madeira de ágar, atuando como conservantes e marcadores de prestígio.

Esses materiais, alguns tóxicos e outros aromáticos, criavam um ambiente menos favorável à decomposição e refletiam o acesso da elite a recursos caros e especializados.

Qual é a relação entre a múmia de Changzhou e o comércio marítimo da época?

O preparo da múmia ocorreu no auge da Rota da Seda Marítima, quando as rotas oceânicas conectavam a China ao Sudeste Asiático, ao subcontinente indiano e ao mundo árabe.

Resinas e madeiras aromáticas usadas no embalsamamento, como incenso e agarwood, eram importadas por essas redes de navegação.

A presença desses produtos no corpo do nobre funciona como evidência material das conexões globais do século XIII, revelando o alcance econômico da Dinastia Song e o uso de itens exóticos em rituais de prestígio, especialmente funerais aristocráticos.

O que a múmia de Changzhou revela sobre doenças antigas?

As análises genéticas e teciduais identificaram na múmia de Changzhou indícios compatíveis com aterosclerose, incluindo fatores de risco semelhantes aos encontrados em pacientes atuais.

Isso sugere uma combinação entre predisposição hereditária e dieta rica em carnes e gorduras, típica de estratos sociais elevados.

Esses achados questionam a ideia de que doenças cardiovasculares seriam exclusivas da era industrial, indicando que condições crônicas como a aterosclerose já afetavam populações pré-modernas, mesmo em contextos sem urbanização intensa ou hábitos de vida modernos.

Que outros tipos de informação a múmia de Changzhou ainda pode fornecer?

A múmia funciona como um arquivo biológico e cultural do século XIII, oferecendo potencial para investigações sobre alimentação, microbiota antiga, mobilidade populacional e tecnologias de preservação de tecidos.

Novas técnicas de sequenciamento e imagem tendem a ampliar esse conjunto de dados.

Entre os principais campos que ainda podem se beneficiar da análise da múmia, destacam-se:

  • Estudo detalhado da dieta e de carências ou excessos nutricionais.
  • Reconstrução de microbiomas antigos e sua evolução ao longo dos séculos.
  • Investigação de origem e parentesco por meio de DNA mitocondrial e nuclear.
  • Aprimoramento do entendimento das práticas funerárias da elite na Dinastia Song.
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