Planeta rosa-choque que não deveria existir: o misterioso GJ 504b
A descoberta do planeta GJ 504b chamou a atenção da comunidade científica e do público por reunir duas características pouco comuns
A descoberta do planeta GJ 504b chamou a atenção da comunidade científica e do público por reunir duas características pouco comuns: trata-se de um exoplaneta gigante gasoso de coloração rosa brilhante observado diretamente, o que o torna um marco para a astronomia moderna no estudo de mundos fora do Sistema Solar.
O que é o planeta rosa GJ 504b
GJ 504b é um exoplaneta gigante gasoso com massa estimada em cerca de quatro vezes a de Júpiter, embora tenha tamanho físico semelhante ao maior planeta do Sistema Solar.
Essa diferença de massa sugere uma estrutura interna mais densa e uma composição química ainda em investigação por equipes em diversos países.
Ele orbita a estrela GJ 504, semelhante ao Sol, e conserva o calor de sua formação, o que explica o brilho intenso em tons magenta.
Por ser relativamente jovem, emite radiação térmica detectável em infravermelho, o que o torna um alvo ideal para estudos de evolução de planetas gigantes.
ดาวเคราะห์ GJ 504 b ถูกค้นพบในปี 2013 เป็นดาวเคราะห์นอกระบบสุริยะ ได้รับฉายาว่าเป็นดาวพฤหัสที่2 เพราะมีขนาดใหญ่เท่ากันแต่มีมวลมากกว่า และเป็นดาวเคราะห์ก๊าซเหมือนกัน ว่ากันว่า GJ 504b มีสีชมพูเพราะความร้อนที่สูงมาก ทำให้มันเปล่งแสงได้ (Glow) #JewelNote pic.twitter.com/yYCuf4FtOa
— Jewe🧡🧡 (@FemmiiTA) June 7, 2019
Como funciona a detecção por imagem direta de GJ 504b
GJ 504b foi detectado pelo método de imagem direta, que registra a luz do próprio planeta, e não apenas seus efeitos sobre a estrela.
Isso só foi possível porque ele está relativamente distante de GJ 504 e ainda é quente e brilhante no infravermelho, facilitando sua separação da luz estelar.
O projeto SEEDS, usando o Telescópio Subaru no Havaí, combinou ótica avançada, correção de turbulência atmosférica e processamento digital para isolar o planeta.
Esse tipo de dado permite estimar temperatura atmosférica, luminosidade, órbita e pistas sobre sua composição química aproximada.
Quais são as etapas principais da imagem direta
Para registrar GJ 504b e outros exoplanetas por imagem direta, astrônomos precisam reduzir ao máximo o ofuscamento da estrela hospedeira.
A seguir estão as etapas essenciais que tornam esse método viável em observações modernas.
- Bloqueio parcial da luz da estrela com máscaras ou coronógrafos especiais.
- Correção das distorções da atmosfera terrestre com sistemas de óptica adaptativa.
- Processamento digital para destacar objetos muito tênues ao redor da estrela.
Pretty in pink! GJ 504b is one of the lowest-mass exoplanets ever seen. Layers of pink could swirl around this world (low mass, but still bigger than Jupiter!). It's glowing from the heat of formation with a color reminiscent of a dark cherry blossom.🌸 https://t.co/uvuKgREpDM pic.twitter.com/yqp2S2Y5vE
— ARCHIVED NASA Exoplanets (@NASAExoplanets) March 27, 2022
Como a órbita de GJ 504b desafia modelos de formação
GJ 504b orbita a cerca de 43,5 unidades astronômicas de sua estrela, quase nove vezes a distância de Júpiter ao Sol.
Essa posição distante é difícil de explicar pelo modelo clássico de acréscimo de núcleo, que prevê menor eficiência de formação de gigantes gasosos além de aproximadamente 30 UA.
Para explicar sua órbita extensa e alta massa, cientistas consideram hipóteses como formação mais próxima da estrela seguida de migração, colapso direto de regiões do disco de gás ou interações gravitacionais com outros planetas gigantes, ainda não totalmente confirmadas.
O que GJ 504b revela sobre exoplanetas
Por ser um dos planetas de menor massa em órbita de uma estrela tipo solar detectado por imagem direta na época de sua descoberta, GJ 504b se tornou referência tecnológica.
Ele ajuda a testar modelos de física atmosférica, incluindo efeitos de temperatura, nuvens e composição em sua coloração magenta.
Estudos de espectroscopia buscam identificar moléculas como metano e água em sua atmosfera, tornando o planeta um laboratório natural para confrontar teorias de formação planetária desenvolvidas a partir do Sistema Solar com a diversidade de sistemas descobertos nas últimas décadas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)