Como identificar se o inchaço na perna é só retenção ou sinal de algo grave mesmo sem sentir dor nenhuma
Veja os 7 motivos mais perigosos e como saber quando procurar um médico sem esperar
O inchaço na perna sem motivo aparente costuma chamar a atenção porque, em muitos casos, surge de forma discreta e vai aumentando ao longo dos dias. Na maior parte das situações, está ligado à circulação, retenção de líquidos ou hábitos diários, mas também pode ser consequência de doenças cardíacas, renais, hepáticas, hormonais ou de problemas específicos nas veias e no sistema linfático.
O que significa ter inchaço na perna sem causa aparente?
O inchaço na perna, chamado edema, é o acúmulo de líquido nos tecidos e pode afetar uma ou as duas pernas, de forma simétrica ou não. Muitas vezes piora ao final do dia e melhora ao elevar as pernas, sugerindo relação com o retorno venoso ao coração.
Esse edema pode ser temporário, como após longos períodos sentado, em pé ou em viagens, ou indicar alterações mais complexas, como insuficiência venosa crônica, problemas cardíacos, renais ou hormonais. A ausência de dor intensa não exclui a possibilidade de uma causa relevante.
Quais são as principais causas de inchaço nas pernas?
As causas do inchaço nas pernas vão de situações simples a condições que exigem atenção urgente. Em geral, relacionam-se a alterações na circulação venosa, retenção de líquidos, uso de medicamentos ou disfunções de órgãos como coração, rins e fígado.
Entre as causas mais frequentes de edema em uma ou ambas as pernas, podem estar:
Insuficiência venosa
Dificuldade das veias em levar o sangue de volta ao coração, causando inchaço progressivo, especialmente ao final do dia.
Trombose venosa profunda
Formação de coágulo em veia profunda, com inchaço súbito, sensação de peso e, em alguns casos, dor.
Linfedema
Falha do sistema linfático, gerando inchaço mais endurecido, persistente e de difícil regressão.
Insuficiência cardíaca
Redução da eficiência do bombeamento cardíaco, levando à retenção de líquidos, principalmente em pernas e pés.
Doenças renais ou hepáticas
Alterações que interferem na eliminação de água e sódio ou na regulação de proteínas, favorecendo o edema.
Medicamentos e hormônios
Alguns anti-hipertensivos, anti-inflamatórios e hormônios podem favorecer a retenção de líquidos.
Quando o inchaço na perna é um sinal de alerta?
Alguns sinais associados ao inchaço sugerem urgência e exigem avaliação médica imediata, principalmente quando o quadro surge de forma súbita em apenas uma perna, com dor, calor local ou endurecimento. Nesses casos, há suspeita de trombose venosa profunda e risco de deslocamento do coágulo para o pulmão.
Outros sinais de alerta incluem falta de ar, cansaço ao pequeno esforço, aperto no peito, edema que se estende para abdômen ou rosto, pele muito avermelhada e quente, feridas de difícil cicatrização, dor intensa e dificuldade para andar ou movimentar o membro.
Como o médico investiga o inchaço na perna?
Na investigação, o médico avalia quando o inchaço apareceu, se piora ao final do dia, se acomete uma ou duas pernas, presença de dor, falta de ar, uso de remédios e doenças pré-existentes. O exame físico observa temperatura da pele, varizes, coloração e se o edema deixa “marca do dedo” ao ser pressionado.
Conforme a suspeita clínica, podem ser solicitados ultrassom doppler venoso, exames de sangue para função de rins, fígado e coração, ecocardiograma e exame de urina. Esses dados ajudam a definir a causa do edema e orientar o tratamento adequado.
O vídeo a seguir do canal Dr. Roberto Yano explica com detalhes os procedimentos para combater o inchaço nas pernas e pés:
Quais cuidados ajudam a reduzir o inchaço nas pernas?
As medidas para aliviar o inchaço variam conforme a causa, mas incluir mudanças de hábitos costuma ser fundamental. Elevar as pernas ao longo do dia, evitar longos períodos sentado ou em pé e praticar atividade física auxiliam o retorno venoso e diminuem a retenção de líquidos.
Outras estratégias podem envolver uso de meias de compressão sob orientação médica, redução de sal na alimentação, hidratação adequada e ajuste de medicamentos. Em alguns casos, são necessários tratamentos específicos para varizes, trombose, doenças cardíacas, renais ou hepáticas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)