Cientistas revelam bactéria que transforma CO2 em oxigênio em laboratório
Pesquisas em biotecnologia vêm explorando maneiras diferentes de reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera
Pesquisas em biotecnologia vêm explorando maneiras diferentes de reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, incluindo o uso de microrganismos geneticamente modificados para capturar esse gás e transformá-lo em substâncias de interesse industrial.
O que é a bactéria que consome CO2
A “bactéria que come CO2” se refere a microrganismos que utilizam o dióxido de carbono como fonte de carbono para crescer, podendo ser modificados geneticamente para tornar essa captura mais eficiente.
Em laboratório, esses organismos recebem genes de outras espécies e ganham novas rotas metabólicas para transformar CO2 em compostos como ácidos orgânicos, polímeros e intermediários químicos.
Essas bactérias dependem de condições controladas, como temperatura, nutrientes e ambiente fechado, geralmente em biorreatores industriais.
Nesses sistemas, o ar rico em dióxido de carbono é direcionado para tanques com os microrganismos, que absorvem o gás e o convertem em produtos de valor econômico, potencialmente substituindo matérias-primas fósseis em certas cadeias produtivas.

Como funciona a captura de carbono por microrganismos
Nesses sistemas, as bactérias utilizam o CO2 como fonte de carbono e, em alguns casos, também uma fonte de energia externa, como hidrogênio ou eletricidade renovável.
Com isso, o dióxido de carbono é incorporado à biomassa microbiana ou transformado em moléculas específicas por meio de rotas metabólicas projetadas.
Para operar em escala, o processo exige biorreatores equipados com controle rigoroso de temperatura, pH, aeração e nutrientes.
A eficiência da captura depende tanto da engenharia genética quanto do desenho do reator, buscando maximizar a taxa de conversão de CO2 e minimizar custos energéticos.
Quais benefícios essa tecnologia pode oferecer
A biotecnologia baseada em bactérias que consomem dióxido de carbono é vista como complemento às estratégias tradicionais de mitigação, especialmente em locais de alta emissão.
Em cenários futuros, “usinas biológicas” poderiam ser instaladas próximas a indústrias e usinas termelétricas para reduzir o impacto climático.
Entre as possíveis aplicações dessa abordagem, destacam-se:
- Redução de emissões industriais ao capturar CO2 concentrado antes de sua liberação na atmosfera.
- Produção sustentável de químicos, como ácidos e polímeros usados em plásticos, fibras e revestimentos.
- Substituição de derivados de petróleo, quando os produtos gerados ocupam o lugar de matérias-primas fósseis.
- Integração com energias renováveis, utilizando eletricidade limpa para impulsionar rotas de fixação de carbono.

Quais são os principais riscos e desafios
O uso de bactérias modificadas em grande escala levanta questões de biossegurança, pois é essencial garantir que permaneçam confinadas em sistemas fechados.
Regulamentações claras, avaliação independente de riscos e transparência nos estudos são fundamentais para evitar impactos indesejados.
Entre os desafios estão o controle rígido de temperatura e ambiente, o risco de mutações em populações bacterianas e os possíveis efeitos ecológicos em caso de escape.
Além disso, é necessário tornar os processos economicamente viáveis, energeticamente eficientes e socialmente aceitos.
Qual é o papel dessa tecnologia na descarbonização futura
A bactéria que consome CO2 se insere em um portfólio mais amplo de soluções, que inclui redução do uso de combustíveis fósseis, eficiência energética e proteção de florestas.
Especialistas ressaltam que essas tecnologias não substituem medidas clássicas, mas atuam como ferramentas complementares.
No longo prazo, o sucesso dessa abordagem dependerá do avanço da pesquisa, do custo por tonelada de CO2 removida e da capacidade de integração com políticas climáticas globais.
O equilíbrio entre inovação, precaução e compromisso com a redução efetiva das emissões será decisivo para seu papel na luta contra o aquecimento global.
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