BRB descarta risco de intervenção e planeja venda de ativos recuperados junto ao Master
Banco de Brasília afirma que planos de venda de ativos reforçam finanças e que eventuais aportes não comprometem orçamento para políticas públicas
Em meio às investigações sobre o Banco Master, o BRB divulgou uma nota nesta segunda-feira, 19, descartando “qualquer risco de intervenção” e informando que estuda iniciar um processo de venda de ativos que recuperou junto ao Master para reforçar suas finanças.
Controlado pelo governo do DF, o BRB apresentou, em março do ano passado, uma proposta para adquirir parte do Banco Master. A operação, no entanto, foi rejeitada pelo Banco Central (BC) em setembro.
Na semana passada, o banco havia admitido a possibilidade de receber aportes do governo do DF para cobrir eventuais perdas com a compra de carteiras do Banco Master.
As investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público identificaram indícios de que a instituição de Daniel Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e apresentou documentos falsos ao BC.
“Caso seja necessário, (o BRB) dispõe de plano para recomposição de capital e destaca que eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas”, diz a nota.
“Qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo, não correspondendo à realidade e não possuindo base técnica”, acrescenta.
Além dos R$ 12,2 bilhões em carteiras supostamente fraudulentas, que foram substituídas, mas ainda estão em avaliação, o banco estatal também injetou mais de R$ 5 bilhões no Master por meio de outras operações, incluindo aquisição de cotas de fundos de investimento, conforme informações do Banco Central repassadas ao Ministério Público.