Toffoli bloqueia patrimônio de Tanure em investigação do Banco Master
MPF aponta que empresário seria sócio oculto da instituição financeira
O ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, em 6 de janeiro o bloqueio do patrimônio do empresário Nelson Tanure. A medida foi cumprida em 14 de janeiro, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do Banco Master.
Tanure foi um dos 42 alvos de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam 5,7 bilhões de reais.
Em sua manifestação, o Ministério Público Federal (MPF) concordou com o pedido da PF, que apontou indícios de que Tanure seria um “sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas complexas, razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio deve ocorrer”.
Na decisão, contudo, não há detalhamento sobre qual parcela dos R$ 5,7 bilhões bloqueados pertence especificamente a Tanure.
Em nota, o empresário afirmou que “jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que foi e segue sendo atendido por outras instituições financeiras conhecidas no mercado”.
A defesa acrescentou que Tanure “jamais promoveu qualquer operação de investimento em outros veículos que pudessem converter a dívida em participação, ainda que indiretamente, no mesmo Banco Master”.
Ação da PF
Os policiais foram à residência de Tanure, mas não o encontraram.
Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, antes de embarcar em um voo nacional e teve o celular apreendido.
Conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, Tanure foi denunciado pelo Ministério Público Federal de São Paulo, em 2025. Ele é acusado de usar informações privilegiadas em negociações com ações da construtora Gafisa.
A Reag Investimentos é acusada de estruturar operações com falhas graves na gestão de risco, em desacordo com as normas do Sistema Financeiro Nacional.
Operação Compliance Zero
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025, quando sete pessoas foram presas, incluindo Vorcaro.
O banqueiro é apontado como o principal integrante do grupo responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em 12 bilhões de reais.
O foco da investigação está na venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo os investigadores, a instituição financeira emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado.
O retorno é considerado irreal pelas autoridades.
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Comentários (1)
Esse Tanure deve responder pelos seus atos sim, mas é o Toffoli? Já deveria estar impedido de fazer seu trabalho. É outro suspeito.