Hugo Motta e Arthur Lira atuaram para anular liquidação do Master, diz Renan
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado afirmou que ambos atuaram por meio do ministro Jhonatan de Jesus
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou em entrevista à Globo News que o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), atuaram para anular a liquidação do Banco Master por meio do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus.
No final do ano passado, o ministro ameaçou levantar a liquidação extrajudicial do Master após determinar inspeção no Banco Central. A ideia, no entanto, não foi adiante após atuação do presidente do TCU, Vital do Rego.
“O Tribunal de Contas não tem absolutamente nada a ver [com a questão do Banco MAster]. Vamos requisitar todas as informações e todos os procedimentos, e estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da Câmara pressionaram e continuam pressionando o TCU, aliás, um setor do TCU, para que o Tribunal liquide a liquidação. Isso é inacreditável. Mas essas coisas, lamentavelmente, só acontecem no Brasil”, disse Renan.
Na semana passada, Vital do Rêgo afirmou que a inspeção no processo de liquidação do Banco Master traria“segurança jurídica” ao caso.
Segundo o ministro, a análise deve ser concluída em menos de um mês. Vital do Rêgo disse que há um acordo entre o TCU e o Banco Central (BC) para a realização da inspeção e para o exame da documentação relacionada ao processo.
A expectativa é que o plenário do TCU vote, nesta quarta, a proposta de inspeção sobre a decisão do BC envolvendo o Banco Master.
Vital do Rêgo, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, e outros integrantes do TCU se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede da autarquia também na semana passada.
Segundo o presidente do TCU, o objetivo do encontro foi buscar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do tribunal com a autonomia do Banco Central, que havia questionado a possibilidade de uma inspeção técnica do TCU em suas dependências.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)