FGC inicia nesta segunda pagamentos a investidores do Banco Master
Fundo estima 800 mil investidores com direito à garantia após liquidação do banco
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou neste domingo, 18, que já recebeu cerca de 369 mil pedidos de ressarcimento de investidores que compraram Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro.
Desse total, aproximadamente 150 mil solicitações foram concluídas e seguiram para a etapa de pagamento, que começa nesta segunda-feira, 19.
O prazo para requerer a garantia foi aberto no sábado. Pessoas físicas devem fazer o pedido pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site da instituição. Os pagamentos serão feitos à vista, em parcela única, respeitado o limite da garantia.
Segundo o fundo, o número total de investidores com direito ao ressarcimento é de cerca de 800 mil, abaixo da estimativa inicial de 1,6 milhão.
O valor total a ser desembolsado soma R$ 40,6 bilhões, ligeiramente inferior à previsão anterior de R$ 41,3 bilhões. O FGC informou ter liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025.
Instabilidade no aplicativo
O aplicativo do FGC enfrentou instabilidade no sábado, após a liberação dos pedidos, devido ao alto volume de acessos simultâneos.
De acordo com o fundo, mais de 140 mil usuários tentaram acessar o sistema ao mesmo tempo, o que provocou um apagão temporário.
Neste domingo, o aplicativo voltou a funcionar e permitiu a retomada das solicitações.
“O aplicativo opera normalmente, embora pontualmente volumes anormais de acessos simultâneos ainda causam alguma lentidão”, informou o FGC em nota.
Segundo a instituição, cerca de 9 mil pedidos são processados por hora, o equivalente a 2,5 solicitações por segundo.
Leia também: BC liga quatro fundos ao crime organizado em apuração sobre o Banco Master
Liquidação do Banco Master
O Banco Central anunciou em 18 de novembro de 2025 a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Em nota, a autoridade monetária explicou que o processo foi motivado “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jonathan de Jesus questionou o BC sobre a liquidação, dizendo haver indícios de que ela foi “precipitada”.
O TCU determinou a inspeção no processo de liquidação do Master.
Leia também: Inspeção na liquidação do Master pelo BC traz “segurança jurídica”, diz presidente do TCU
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)